Inadimplência de aluguel recua no Pará
Taxa caiu para 4,53% em julho, mas permanece acima da média nacional e revela maior pressão sobre imóveis de menor valor

● Índice de inadimplência de aluguel no Pará ficou em 4,53%, o menor desde novembro de 2025, quando registrou 3,02%
● A região Norte registra taxa de inadimplência de 4,04%, acima da média nacional de 3,05% no período
● Imóveis de até R$ 1.000 – residenciais e comerciais – recuam, mas continuam liderando a inadimplência nas faixas de valor
● Criado para apoiar imobiliárias em decisões estratégicas e servir como um indicador da economia nacional, índice analisa dados anonimizados de mais de 800 mil locatários
Agosto de 2026 – A inadimplência de aluguel no Pará registrou em julho o menor patamar dos últimos oito meses, com taxa de 4,53%, p.p. abaixo de junho (5,41%). Já na comparação com junho de 2025 (4,22%), a taxa subiu 0,31 pontos percentual. Apesar do recuo, o indicador ficou acima da média nacional (3,05%) e da região Norte (4,04%) no período. Os dados são do Índice de Inadimplência Locatícia (IIL) da Superlógica, principal plataforma de soluções tecnológicas e financeiras para os mercados condominial e imobiliário, apresentados no Next 2026, maior festival de conhecimento do setor no Brasil.
Segundo Manoel Gonçalves, Diretor de Negócios para Imobiliárias da Superlógica, o segundo recuo mensal seguido é um sinal positivo, mas precisa ser lido com cautela diante do avanço na comparação anual.
“O Pará vem de uma trajetória de oscilações ao longo do último ano. Com isso, mesmo com a queda registrada em julho, é necessário acompanhar os indicadores econômicos dos próximos meses para entender como a inadimplência locatícia deve se comportar”, afirma.
Na região Norte, os imóveis comerciais lideram a inadimplência de aluguel, com 6,51% em julho, alta de 0,29 ponto percentual em relação a junho (6,22%). Em seguida, aparecem os apartamentos, com 3,49%, avanço de 0,37 p.p. ante os 3,12% registrados no mês anterior. Já as casas apresentaram a maior queda no período, passando de 4,72% em junho para 3,40% em julho, uma redução de 1,32 p.p.
A região Nordeste segue liderando o ranking nacional, mas fechou julho em queda, com taxa de 4,88% ante 5,15% em junho, redução de 0,27 p.p. O Norte aparece em segundo lugar, com 4,04%, após queda de 0,26 ponto percentual em relação a junho (4,30%). Na sequência vêm as regiões Centro-Oeste (2,80%) e Sudeste (2,78%), ambas com queda em relação ao mês anterior, quando registraram 3% e 2,96%, respectivamente. Por fim, o Sul mantém a menor taxa do país, com 2,67%, após recuo de 0,04 p.p. em comparação a junho (2,71%).
Em âmbito nacional, a análise por valor apontou que os imóveis comerciais de até R$ 1 mil apresentaram queda de 0,13p.p. Porém ainda preocupam, pois concentram a maior taxa de inadimplência: de 7,27%, bem acima da média nacional. A mesma faixa de preço nos imóveis residenciais também é a maior na categoria, com 5,99%.
A maioria das faixas analisadas apresentou queda em julho. Nos imóveis residenciais, um dos maiores recuos ocorreu entre os aluguéis acima de R$ 13 mil, cuja taxa caiu 0,58 ponto percentual, para 4,84%. Nos comerciais, a faixa entre R$ 5 mil e R$ 8 mil passou de 3,90% em junho para 3,77% em julho. As menores taxas do mês foram registradas nos imóveis residenciais entre R$ 2 mil e R$ 5 mil, com 1,74%, e nos comerciais entre R$ 2 mil e R$ 3 mil, com 3,42%.
“Mesmo com uma queda na inadimplência em nível nacional, a concentração das maiores taxas entre os aluguéis residenciais de menor valor é um ponto de atenção. Esse resultado mostra que a inadimplência não se distribui de maneira uniforme pelo mercado e reforça a importância de acompanhar como o orçamento das famílias evolui nos próximos meses”, analisa Gonçalves.
“Em um cenário de juros ainda elevados e de pressão sobre o custo de vida, famílias com menor margem no orçamento tendem a sentir mais o impacto do aumento de despesas essenciais, como alimentação e transporte, o que pode reduzir a capacidade de absorver imprevistos e manter compromissos como o aluguel em dia. Por isso, é importante acompanhar a evolução desse recorte nos próximos meses”.
Na análise por tipo de imóvel, os três segmentos registraram queda em julho. Os imóveis comerciais continuam com a maior taxa, de 4,17%, ante 4,19% em junho. Nas casas, o índice caiu de 3,45% para 3,29%, enquanto nos apartamentos passou de 2,16% para 2,14%.
Recorte semestral
A taxa média nacional de inadimplência ficou em 3,24% no primeiro semestre de 2026, após atingir 3,71% no segundo semestre de 2025. O resultado também ficou ligeiramente abaixo dos 3,30% registrados nos primeiros seis meses do ano passado.
No Pará, o índice do primeiro semestre deste ano fechou com 4,88%, abaixo dos primeiros seis meses do ano passado (5,81%), mas acima do segundo semestre de 2025, que foi de 4,31%.
Principais dados do Índice de Inadimplência Superlógica
Sobre o Índice Superlógica
O Índice de Inadimplência Locatícia da Superlógica é um levantamento mensal de dados exclusivos e internos que apresenta o cenário de dívidas do mercado brasileiro de locação imobiliária. O índice leva em consideração o valor do boleto, o tipo de imóvel (apartamento, casa ou comercial) e a sua localização, além das datas de vencimento e pagamento, que mostram se há inadimplência ou não.
Esta edição do estudo contou com dados de mais de 800 mil clientes locatários em todo o Brasil, sendo considerados inadimplentes aqueles que possuem boletos que estão há mais de 60 dias sem pagamento ou que foram pagos com atraso de mais de 60 dias. Todos os dados são anonimizados, não sendo passíveis de associação a um indivíduo, direta ou indiretamente.
Sobre o Grupo Superlógica
Líder em soluções tecnológicas e financeiras para os mercados condominial e imobiliário, a Superlógica detém 50% do mercado endereçável no segmento condominial no país e oferece um vasto portfólio de produtos, incluindo softwares de gestão, relacionamento e de controles de acesso, além de serviços financeiros como crédito, pagamentos e conta digital.
A Superlógica possui mais de mil funcionários e transaciona mais de 35 bilhões de reais em seu sistema. A empresa realizou 8 aquisições nos últimos anos e já recebeu 450 milhões de reais em aportes para expansão de seus produtos e serviços. O investimento foi liderado pelo fundo norte-americano de private equity Warburg Pincus.
Fonte: Assessoria Superlogica