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Lei proíbe entrega na porta em condomínios do Rio

Nova norma determina que pedidos de pequeno porte sejam retirados na portaria ou em local definido pelo condomínio

Paes sanciona lei que proíbe exigência de entrega na porta em condomínios do Rio
Foto: Imagem ilustrativa

O prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, sancionou uma nova lei que altera a dinâmica das entregas em condomínios residenciais da capital fluminense. A partir de agora, moradores estão proibidos de exigir que entregadores de aplicativos subam até a porta dos apartamentos para realizar entregas de pequeno porte, como refeições e compras de supermercado.

De acordo com a legislação, os pedidos deverão ser retirados na portaria do condomínio ou em um local previamente definido entre o cliente e a administração condominial. A medida tem como principal objetivo aumentar a segurança dos entregadores, além de organizar o fluxo de pessoas nas áreas internas dos edifícios.

A nova norma também impõe obrigações às plataformas de entrega, que deverão informar de forma clara aos consumidores, no momento da compra, que não é obrigatória a subida dos entregadores até os apartamentos. A iniciativa busca reduzir conflitos recorrentes entre moradores, porteiros e trabalhadores de aplicativos, situação comum em muitos condomínios.

Segundo a prefeitura, a lei procura equilibrar direitos e deveres, respeitando tanto as regras internas dos condomínios quanto as condições de trabalho dos entregadores, que frequentemente relatam constrangimentos e riscos ao circular por áreas internas de prédios residenciais.

Do ponto de vista da gestão condominial, a legislação reforça a autonomia dos condomínios para estabelecer procedimentos mais claros e seguros para o recebimento de encomendas, alinhando-se às boas práticas de controle de acesso e segurança patrimonial.

A lei já está em vigor e ainda passará por regulamentação, que deverá definir critérios de fiscalização e possíveis penalidades em caso de descumprimento. Para síndicos e administradoras, o momento é oportuno para revisar normas internas, comunicar os moradores e adequar os procedimentos de entrega à nova legislação, evitando conflitos e garantindo uma convivência mais organizada e segura nos condomínios.

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Fonte: G1