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Operação prende sete suspeitos de tráfico na Bahia

Ação da Polícia Civil cumpriu 37 mandados na Bahia e no Paraná e investiga grupo suspeito de trazer drogas do Paraguai e negociar armas

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Foto: Reprodução / PCBA

Operação mira rede de tráfico com atuação em dois estados

Sete pessoas foram presas na manhã desta quarta-feira (7) durante uma operação da Polícia Civil da Bahia contra uma rede suspeita de tráfico de drogas com ramificações na Bahia e no Paraná. Ao todo, foram cumpridos 37 mandados de busca e apreensão nos dois estados, com mobilização de aproximadamente 130 policiais.

Uma das diligências ocorreu em um condomínio de alto padrão em Salvador, onde equipes da Polícia Civil cumpriram uma ordem judicial relacionada à investigação. As ações também foram realizadas em Salvador, Lauro de Freitas, Camaçari e Feira de Santana, na Bahia, e em Cascavel, no Paraná.

Drogas seriam adquiridas no Paraguai

Segundo a Polícia Civil da Bahia, as investigações apontam que o grupo adquiria grandes quantidades de drogas no Paraguai. Os entorpecentes seriam transportados inicialmente para o Paraná e, posteriormente, encaminhados para Salvador e municípios do interior baiano.

A apuração também identificou indícios de que integrantes do grupo estariam envolvidos no comércio ilegal de armas de fogo. As suspeitas ainda são objeto da investigação policial e não representam condenação dos envolvidos.

A operação foi denominada Leakage e é conduzida pelo Departamento Especializado de Investigação e Repressão ao Narcotráfico (Denarc), por meio da 3ª Delegacia de Tóxicos e Entorpecentes de Salvador.

Justiça determina bloqueio de até R$ 25 milhões

Além das prisões e das buscas, o Tribunal de Justiça da Bahia determinou o bloqueio de até R$ 25 milhões pertencentes aos investigados.

A decisão também prevê a apreensão de 11 veículos que, segundo a investigação, seriam utilizados no transporte e na distribuição dos entorpecentes.

As medidas financeiras fazem parte da estratégia de atingir não apenas a logística de distribuição das drogas, mas também os recursos e bens que possam estar relacionados à atividade investigada.

Condomínio de alto padrão entra no roteiro da operação

A presença de uma diligência em um condomínio de alto padrão em Salvador chama atenção para a segurança dos empreendimentos residenciais. A realização de uma operação policial dentro de um condomínio, porém, não significa que o empreendimento ou seus moradores estejam envolvidos com as atividades investigadas.

Em situações desse tipo, a atuação da administração deve ocorrer dentro dos limites legais e em colaboração com as autoridades responsáveis pela investigação. Registros de acesso, imagens de câmeras e informações relacionadas à circulação de pessoas e veículos podem ser relevantes quando formalmente solicitados pelos órgãos de segurança.

O episódio também reforça a importância de procedimentos organizados de controle de acesso e de preservação de imagens. Sistemas de monitoramento podem auxiliar investigações posteriores, especialmente quando as autoridades precisam reconstruir a movimentação de pessoas ou veículos dentro das áreas comuns.

Investigação envolve forças dos dois estados

A operação contou com a participação de diferentes departamentos da Polícia Civil da Bahia e recebeu apoio das polícias Civil e Militar do Paraná.

Também participaram equipes do Departamento Especializado de Investigações Criminais, Departamento de Polícia Metropolitana, Departamento de Repressão e Combate à Corrupção, ao Crime Organizado e à Lavagem de Dinheiro, Departamento de Proteção à Mulher, Cidadania e Pessoas Vulneráveis, Departamento de Inteligência Policial e da Coordenação de Operações e Recursos Especiais.

A atuação integrada acompanha a própria estrutura investigada, que, segundo a polícia, utilizaria uma rota envolvendo o Paraguai, o Paraná e diferentes municípios da Bahia.

Segurança condominial exige protocolos claros

Para síndicos e administradoras, ocorrências policiais envolvendo imóveis residenciais reforçam a necessidade de manter procedimentos claros para situações extraordinárias.

O condomínio não exerce função de investigação criminal. Cabe à administração manter o controle das áreas comuns, organizar os registros de acesso e colaborar com as autoridades quando houver requisição formal, evitando abordagens ou medidas que possam colocar moradores e funcionários em risco.

Também é importante que as equipes de portaria saibam como proceder diante da presença de policiais em cumprimento de mandados judiciais, mantendo a tranquilidade e seguindo os protocolos definidos para o empreendimento.

No caso da Operação Leakage, sete pessoas foram presas e 37 mandados de busca e apreensão foram cumpridos nos dois estados. A investigação continua para esclarecer a participação de cada suspeito na rede de tráfico e os possíveis vínculos com o comércio ilegal de armas.

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Reprodução / PCBA