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Operação identifica entregador suspeito

Investigação aponta que suspeito utilizava acesso às casas das vítimas para levantar informações; grupo teria ligação com condomínio em Gramame, bairro de João Pessoa (PB)

Operação identifica entregador suspeito de repassar informações para grupo que assaltava residências em João Pessoa
Foto: Foto: Reprodução

Investigação aponta que suspeito utilizava acesso às casas das vítimas para levantar informações; grupo teria ligação com condomínio em Gramame

Dois mandados de prisão foram cumpridos nesta quarta-feira (9) durante a terceira fase de uma operação que investiga um grupo suspeito de envolvimento em roubos a residências em João Pessoa, na Paraíba. Segundo a Polícia Civil, um dos investigados era entregador de gás e água e teria utilizado o acesso às casas das vítimas para repassar informações aos assaltantes.

De acordo com as investigações, o suspeito conhecia a dinâmica das residências visitadas durante as entregas e teria transmitido aos integrantes do grupo informações que poderiam facilitar a realização dos crimes. Até o momento, pelo menos sete vítimas foram identificadas.

A operação também aponta a existência de uma estrutura com diferentes funções dentro do grupo. Segundo o delegado Lucas Sá, aproximadamente 20 pessoas já foram identificadas como envolvidas ou relacionadas à organização investigada, incluindo indivíduos que teriam recebido transferências bancárias.

Entregador teria usado acesso às residências para levantar informações

Segundo a Polícia Civil, o entregador de gás e água aproveitava a entrada nos imóveis para observar a rotina das residências e posteriormente repassar informações aos suspeitos de executar os roubos.

A suspeita chama atenção para um risco relacionado à segurança de casas e condomínios: informações aparentemente obtidas durante atividades rotineiras podem ser utilizadas para identificar horários, hábitos dos moradores, características dos imóveis e outras vulnerabilidades.

A investigação, no entanto, ainda busca esclarecer a participação individual de cada pessoa apontada como integrante ou colaboradora do grupo.

Grupo é investigado por roubos na Zona Sul de João Pessoa

Os assaltos investigados ocorreram em diferentes bairros da Zona Sul da capital paraibana, entre eles Valentina, Colibris, Mangabeira e Portal do Sol.

Até o momento, sete vítimas foram identificadas pela investigação. As autoridades também trabalham para esclarecer a atuação de cada suspeito e localizar outros possíveis integrantes do grupo.

A terceira fase da operação representa mais uma etapa da apuração, que já resultou em prisões e mandados de busca e apreensão anteriores.

Mesmo condomínio já havia sido alvo de operação

A investigação também chama atenção para um condomínio localizado no bairro de Gramame, na Zona Sul de João Pessoa, que já havia aparecido em fases anteriores da operação.

Em 1º de setembro, uma ação policial resultou na prisão de quatro pessoas, entre elas uma subsíndica do residencial, suspeita de integrar o grupo investigado por assaltos. Na ocasião, a Polícia Civil e a Polícia Militar apontaram que oito integrantes da organização haviam sido identificados no condomínio.

A nova fase indica que o residencial continua relacionado à investigação. Segundo as informações divulgadas nesta quarta-feira, a maioria das pessoas identificadas como integrantes ou envolvidas com o grupo residia em um condomínio no bairro de Gramame.

Operação já está na terceira fase

A primeira fase da operação foi realizada em 26 de agosto, justamente no condomínio de Gramame apontado pelas investigações como local de residência de parte significativa dos suspeitos. Na ocasião, foram cumpridos três mandados de prisão preventiva e sete de busca e apreensão.

Já na segunda fase, realizada em 1º de setembro, quatro pessoas foram presas, incluindo a subsíndica do residencial. A investigação apontou diferentes funções dentro do grupo, entre lideranças, executores e pessoas que teriam auxiliado na fuga dos suspeitos.

A terceira fase, realizada nesta quarta-feira (9), resultou no cumprimento de dois novos mandados de prisão e avançou na identificação de pessoas que teriam fornecido informações utilizadas nos crimes.

Um dos alvos já estava preso

Entre os alvos dos mandados cumpridos nesta terceira fase está uma pessoa que já se encontrava presa por outro crime.

A identificação de novos suspeitos ocorre enquanto a Polícia Civil amplia o levantamento sobre a estrutura do grupo e busca reunir elementos que permitam individualizar a participação de cada investigado nos roubos.

A investigação também apura a movimentação financeira relacionada aos envolvidos. Segundo o delegado responsável pelo caso, algumas das pessoas identificadas teriam recebido transferências bancárias relacionadas ao grupo.

Caso reforça importância do controle de informações

O avanço das investigações evidencia um ponto relevante para a segurança residencial: o cuidado com informações sobre a rotina dos moradores e o funcionamento dos imóveis.

Em condomínios, síndicos e administradoras devem orientar moradores e funcionários a evitar a divulgação desnecessária de informações sobre horários, ausência de moradores, sistemas de segurança, rotinas internas e outras características que possam facilitar ações criminosas.

O controle de acesso também deve seguir procedimentos previamente estabelecidos, especialmente em relação à entrada de prestadores de serviços, entregadores e visitantes. A adoção de protocolos não significa impedir atividades legítimas, mas estabelecer critérios para reduzir vulnerabilidades.

Investigações continuam

A Polícia Civil continua investigando o grupo para identificar outros possíveis envolvidos, esclarecer a participação individual dos suspeitos e relacionar os integrantes aos roubos investigados.

Os crimes ocorreram em diferentes bairros da Zona Sul de João Pessoa, enquanto parte relevante dos investigados teria ligação residencial com o condomínio localizado em Gramame.

Até que as investigações sejam concluídas e eventuais decisões judiciais sejam tomadas, os envolvidos devem ser tratados como suspeitos. A responsabilidade individual de cada investigado será definida com base nas provas reunidas no decorrer da apuração.

O caso também reforça a importância de síndicos, administradoras, funcionários e moradores adotarem procedimentos preventivos de segurança e manterem atenção especial ao compartilhamento de informações que possam revelar a rotina ou vulnerabilidades dos imóveis.

Fonte: G1/Redes Sociais