Operação Greenprint apreende joias, dólares e documentos em atualização de investigação sobre fraudes em condomínios de PE
Polícia Civil de Pernambuco amplia ofensiva contra organização criminosa suspeita de desviar recursos de condomínios por meio de contratos de energia solar

A Polícia Civil de Pernambuco avançou nas investigações da Operação Greenprint, que apura a atuação de uma organização criminosa especializada em fraudes financeiras contra condomínios residenciais. Em nova fase da operação, deflagrada nesta terça-feira (23), foram cumpridos quatro mandados de busca e apreensão, resultando na apreensão de joias, dois relógios da marca Rolex, US$ 10 mil em espécie e vasta documentação.
Segundo a corporação, o grupo investigado é formado por moradores e prestadores de serviços que se infiltravam em condomínios oferecendo contratos de energia solar, utilizando o discurso de sustentabilidade e economia. No entanto, conforme explicou o delegado Carlos Couto, responsável pelo caso, as investigações indicam que atas condominiais eram forjadas para viabilizar financiamentos bancários, cujos valores eram posteriormente desviados em benefício dos investigados.
As apurações tiveram início em outubro de 2024 e, inicialmente, apontavam atuação concentrada em Jaboatão dos Guararapes, na Região Metropolitana do Recife. Com o avanço das investigações, surgiram indícios de que o esquema também atingiu condomínios no Recife e até em outros estados do Nordeste, ampliando o alcance do caso.

Os materiais apreendidos — incluindo contratos, documentos administrativos e bens de alto valor — passarão por análise pericial, com o objetivo de aprofundar a identificação dos envolvidos, dimensionar os prejuízos causados aos condomínios e esclarecer a extensão do esquema criminoso.
Especialistas em gestão condominial e direito imobiliário avaliam que o caso reforça a necessidade de controles internos rigorosos, auditorias periódicas, verificação da autenticidade de atas e contratos, além de transparência absoluta na prestação de contas. A presença de prestadores de serviços com acesso à gestão financeira exige atenção redobrada de síndicos e conselhos fiscais.
A Polícia Civil informou que as investigações seguem em andamento e que novas diligências e desdobramentos não estão descartados, inclusive com a possível responsabilização criminal e civil dos envolvidos.
O caso serve de alerta para condomínios de todo o país sobre os riscos de fraudes estruturadas, especialmente em projetos que envolvem financiamento, contratos de longo prazo e recursos coletivos, reforçando a importância da profissionalização da gestão condominial e da segurança jurídica.
Fonte: Leia Já