Operação Badoque prende suspeitos de tráfico em condomínios de luxo em João Pessoa
Polícia Civil e Gaeco deflagram ação integrada que cumpre mandados em imóveis de alto padrão; investigação mira organização criminosa ligada ao tráfico de drogas e outros delitos.

A Polícia Civil da Paraíba, em ação conjunta com o Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público da Paraíba (MPPB), deflagrou nesta terça-feira (25) a Operação Badoque, que prendeu dez pessoas suspeitas de integrar uma organização criminosa ligada ao tráfico de drogas e outros delitos na região de João Pessoa. A ofensiva ocorreu em diferentes pontos da capital, incluindo condomínios de luxo utilizados como base de alguns investigados.
Ao todo, 11 mandados de prisão preventiva foram expedidos pela Justiça. Cinco deles foram cumpridos em estabelecimentos prisionais — contra investigados que já estavam detidos por outros crimes — e outros cinco em endereços residenciais, entre eles imóveis de alto padrão na capital paraibana. Um dos alvos não foi localizado e permanece foragido.
A operação mobilizou diversas unidades especializadas da Polícia Civil, como a Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (DRACO), a Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE), a DEsarme, a Unintelpol e o Grupo de Operações com Cães (GOC), reforçando o caráter estratégico da investigação. Segundo o delegado Diego Beltrão, titular da DRACO, mesmo as prisões de alvos já encarcerados representam avanços importantes.
Para Beltrão, ações como essa contribuem para reduzir a sensação de impunidade e impactam diretamente os índices de violência. “Quando criminosos já detidos são responsabilizados por novos delitos, aumentam as chances de permanecerem mais tempo afastados das ruas, diminuindo a capacidade de atuação do grupo”, explicou.
A Polícia Civil informou que a investigação permanece em andamento e novas etapas da operação não estão descartadas. Os resultados da ação serão encaminhados ao Poder Judiciário para aplicação das medidas legais cabíveis.
O caso reacende o debate sobre segurança em condomínios de alto padrão, cada vez mais utilizados por organizações criminosas como locais estratégicos pela sensação de proteção, menor circulação de estranhos e infraestrutura discreta. Para síndicos e administradores, o episódio serve como alerta para reforçar protocolos internos, atualizar cadastros de moradores e visitantes e investir em sistemas de monitoramento.
O Condomínio Interativo seguirá acompanhando o desdobramento das investigações e o impacto dessas ações na segurança condominial da região.
Fonte: G1