Obra de construtora gera danos e revolta moradores de condomínio na Vila Guilhermina, em São Paulo
Moradores denunciam acúmulo de poeira, respingos de cimento, pregos e até risco de acidentes graves, como uma pedra pendurada na rede de proteção. Empresa não responde às reclamações.

Obra de construtora ao lado de prédio gera indignação e medo entre moradores na Zona Leste de São Paulo
Moradores denunciam riscos à segurança, danos patrimoniais e falta de resposta da construtora responsável pela obra na Vila Guilhermina
Moradores de um condomínio residencial localizado na Rua Guilherme Giorgi, no bairro Vila Guilhermina, na Zona Leste de São Paulo, estão enfrentando sérios transtornos e riscos desde o início de uma obra de grande porte realizada por uma construtora ao lado do edifício.
A situação, que já se arrasta há semanas, vem gerando indignação entre os condôminos, que relatam uma série de problemas, como excesso de poeira, respingos de cimento, queda de pregos e resíduos de materiais de construção, que invadem constantemente as áreas comuns, varandas e até o interior dos apartamentos.
Além dos prejuízos com a sujeira, os moradores denunciam danos à pintura dos veículos estacionados, que ficam expostos sem qualquer proteção. Há registros de manchas causadas por cimento e resíduos da obra, o que tem gerado reclamações constantes, sem qualquer retorno por parte da construtora.
No entanto, o episódio mais grave e que acendeu o alerta máximo no condomínio ocorreu quando uma pedra de grande porte se desprendeu da obra e ficou presa na rede de proteção de um dos apartamentos, balançando perigosamente como um pêndulo. Moradores relatam que, se não fosse a rede de proteção, o objeto poderia ter provocado uma tragédia, atingindo pessoas ou causando danos estruturais ao prédio.
Diante dos constantes riscos e prejuízos, os condôminos tentaram, por diversas vezes, contato com a construtora responsável pela obra, mas não obtiveram qualquer resposta ou posicionamento da empresa, que segue ignorando as reclamações.
Em nota enviada à imprensa, a Subprefeitura da Penha informou que a obra está ocorrendo dentro das normas pré-estabelecidas, sem, no entanto, apresentar detalhes sobre as medidas de contenção, mitigação de impactos ou fiscalização efetiva no local.
A falta de resposta da empresa e o posicionamento da subprefeitura aumentaram ainda mais a revolta dos moradores, que agora estudam acionar judicialmente a construtora por danos materiais, riscos à integridade física e perturbação do sossego, além de solicitar uma atuação mais rigorosa dos órgãos públicos competentes.
O episódio expõe um problema recorrente em grandes centros urbanos: a falta de fiscalização efetiva sobre obras que causam impactos diretos às edificações vizinhas, colocando em risco a segurança dos moradores e gerando prejuízos financeiros.
Especialistas em direito imobiliário e condominial alertam que, em casos como este, os moradores podem ingressar com ações judiciais por responsabilidade civil contra a construtora, exigindo indenização pelos danos materiais, morais e reparação dos prejuízos, além de solicitar medidas urgentes para garantir a segurança dos condôminos durante a continuidade da obra.
O caso segue gerando grande repercussão na região e levanta uma discussão importante sobre a necessidade de maior rigor nas exigências de segurança, mitigação de impactos e transparência no desenvolvimento de obras em áreas residenciais.
Fonte: R7