NR-1 amplia desafios da gestão condominial
Inclusão dos riscos psicossociais na gestão de segurança do trabalho reforça a necessidade de revisar processos, prevenir acidentes e organizar despesas

Cerus alerta para os desafios que a NR-1 traz para a gestão de condomínios
Nova regulamentação coloca organização do trabalho, prevenção e gestão de riscos, inclusive psicossociais, no centro da rotina condominial e pode gerar impactos operacionais e financeiros para síndicos e administradoras
A entrada em vigor da nova redação do capítulo 1.5 da NR-1, em 26 de maio de 2026, ampliou as responsabilidades das empresas na gestão de riscos ocupacionais, incluindo os fatores psicossociais relacionados ao trabalho. Nos condomínios, a mudança pode exigir revisão de processos, ajustes na rotina administrativa e organização financeira.
A medida ganha relevância diante da diversidade de profissionais que atuam nesses empreendimentos, como porteiros, zeladores, equipes de limpeza e manutenção e terceirizados. Manual publicado pela Fundacentro em março deste ano destaca riscos como quedas, problemas ergonômicos, estresse, sobrecarga física, exposição a produtos químicos e acidentes durante serviços de limpeza e manutenção.
A nova regra exige que síndicos e administradoras incorporem a segurança e a saúde dos trabalhadores à administração cotidiana. “A NR-1 traz para o centro da gestão uma responsabilidade que muitas vezes ficava restrita às áreas de recursos humanos ou às empresas terceirizadas. O condomínio precisa conhecer os riscos existentes em suas operações, acompanhar as medidas de prevenção e manter uma documentação adequada. Isso envolve organização, planejamento e recursos financeiros”, informa Luciana Lima, diretora jurídica do Cerus.
Impactos financeiros exigem planejamento
O cumprimento das exigências pode representar despesas adicionais, principalmente quando forem identificadas necessidades de treinamento, mudanças nos ambientes de trabalho, aquisição ou substituição de equipamentos, adequações ergonômicas, contratação de especialistas e implementação de medidas preventivas.
A NR-1 estabelece que as empresas devem implementar o Gerenciamento de Riscos Ocupacionais (GRO) e manter a avaliação e o controle de forma contínua. O Ministério do Trabalho orienta que o processo seja revisto diante de mudanças em tecnologias, ambientes, processos, condições ou organização do trabalho que possam gerar novos riscos ou modificar os existentes. “Na prática, isso significa que a administração condominial precisa incorporar essas despesas ao planejamento para evitar que eventuais adequações sejam tratadas como gastos emergenciais”, alerta Luciana.
Segundo ela, quando uma exigência regulatória é considerada antecipadamente no orçamento, é possível distribuir melhor os custos e evitar decisões tomadas às pressas. “O problema é deixar para agir apenas quando surgir uma fiscalização, um acidente ou uma reclamação trabalhista. A prevenção tende a ser mais previsível e menos onerosa”, explica.
Riscos psicossociais entram no radar
Uma das principais novidades é a inclusão dos riscos psicossociais na gestão de riscos ocupacionais, abrangendo fatores como sobrecarga, assédio, falta de suporte, conflitos e pressão no ambiente de trabalho. Em condomínios, a análise deve considerar jornadas, responsabilidades, condições de trabalho e relações profissionais, sem associar automaticamente problemas individuais de saúde mental a riscos ocupacionais. Para Luciana, a abordagem deve ser preventiva e baseada na avaliação das condições e da organização do trabalho, com apoio técnico adequado.
Planejamento financeiro e gestão integrada
Além das exigências de segurança e saúde, a NR-1 pode gerar custos não previstos, tornando importante contar com reserva financeira e acompanhamento das despesas. “O síndico precisa enxergar a adequação à NR-1 dentro de uma visão mais ampla de gestão de riscos. Não se trata apenas de cumprir uma norma, mas de antecipar despesas, priorizar investimentos e preservar o equilíbrio financeiro do condomínio”, destaca Luciana.
Nesse contexto, o Cerus pode apoiar o planejamento de despesas extraordinárias e a previsibilidade do fluxo de caixa. A advogada ressalta que a adequação também requer atuação conjunta de profissionais de segurança e saúde do trabalho, administradoras, contadores e assessoria jurídica.
A mudança reforça ainda a necessidade de uma administração mais estruturada, que incorpore questões regulatórias, trabalhistas e de gerenciamento de riscos à rotina. Embora o Ministério do Trabalho preveja inicialmente uma fiscalização orientativa sobre os riscos psicossociais, o período deve ser aproveitado para aprimorar os processos. “Quanto mais cedo o condomínio identificar o que precisa ser feito, maior será sua capacidade de planejar e menor a possibilidade de transformar uma adequação em uma despesa inesperada. A NR-1 deve ser encarada como parte da gestão responsável do condomínio, e não apenas como mais uma obrigação burocrática”, conclui Luciana.
Sobre o Cerus
Fundado em 2020, o Cerus se destaca por fornecer soluções financeiras que garantem tranquilidade aos condomínios em todo o Brasil, promovendo a valorização de seus patrimônios. A instituição é respaldada por um fundo de investimento que garante mais de R$ 720 milhões em recorrência em todo o Brasil, acumulando em todo período mais 2 bilhões em taxas garantidas. Entre os diferenciais estão transparência nas condições contratuais, setor dedicado de Sucesso do Cliente e tecnologia própria de operação.
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