Novo laudo aponta alterações na água de condomínio
Exame encontrou nitrato acima do limite, pH muito baixo e ausência de cloro residual na água fornecida a condomínio no bairro Salvador Lyra

Um novo laudo laboratorial realizado no Condomínio Parque Baía de Cadiz, localizado no bairro Salvador Lyra, em Maceió (AL), identificou alterações na qualidade da água fornecida aos moradores. O exame apontou três parâmetros fora dos padrões de potabilidade: concentração de nitrato acima do limite permitido, pH abaixo da faixa estabelecida e ausência de cloro residual livre.
De acordo com o laudo apresentado pelo síndico Gilmar Gama, a água analisada apresentou 13,882 mg/L de nitrato, enquanto o limite estabelecido é de 10 mg/L. O exame também identificou pH de 3,82, abaixo da faixa considerada adequada para água destinada ao consumo humano, além de cloro residual livre inferior a 0,01 mg/L.
Apesar das alterações encontradas, a análise não identificou contaminação microbiológica na amostra. Os testes registraram ausência de coliformes totais e de Escherichia coli (E. coli). Outros parâmetros analisados, como turbidez, cor aparente, ferro, sulfato e dureza, também apresentaram resultados dentro dos padrões indicados no documento.
Diante dos resultados, a administração do condomínio realizou uma nova coleta e aguarda os resultados da análise. Segundo o síndico, o condomínio também acionou o Ministério Público e ingressou com uma ação civil contra a BRK. Enquanto a situação é investigada, os moradores foram orientados a não utilizar a água da rede para beber ou preparar alimentos.
O novo resultado se soma a análises anteriores realizadas em outros condomínios do bairro Salvador Lyra. Segundo documentos apresentados, exames do Condomínio Baía Dourada registraram concentrações de nitrato de 18,137 mg/L e 16,25 mg/L, enquanto um laudo do Condomínio Costa da Luz apontou 16,86 mg/L, todos acima do limite de 10 mg/L.
A sequência de resultados aumenta a preocupação entre moradores e síndicos da região, que buscam esclarecimentos sobre a qualidade da água distribuída. A situação também levou os condomínios a adotarem medidas preventivas enquanto aguardam novas análises e respostas dos responsáveis pelo abastecimento.
Procuradas, a BRK e a Casal informaram que realizam o monitoramento contínuo dos sistemas de abastecimento e distribuição e afirmaram manter o compromisso de fornecer água dentro dos padrões de qualidade estabelecidos. As empresas, porém, não detalharam quais providências específicas serão adotadas diante dos novos resultados apresentados pelos condomínios.
O caso reforça a importância do monitoramento periódico da qualidade da água em condomínios e da realização de análises laboratoriais sempre que houver suspeitas ou alterações no abastecimento. A comunicação transparente com os moradores, a realização de novas coletas e o acionamento dos órgãos competentes são medidas fundamentais para esclarecer a origem das alterações e garantir a segurança dos consumidores.
Fonte: Jornal Extra