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Imagens mostram voto contra corretora antes de desaparecimento

Vídeos revelam assembleia em que moradores decidiram restringir acesso da corretora antes de seu desaparecimento, complicando ainda mais o mistério no residencial goiano

Novas imagens mostram moradores votando para expulsar corretora que desapareceu em condomínio de Caldas Novas
Foto: Foto: Reprodução

Novas imagens obtidas em um condomínio residencial de Caldas Novas (GO) trouxeram à tona um episódio de tensão entre moradores e a corretora de imóveis Daiane Alves Souza, que desapareceu no dia em que desceu ao subsolo do edifício para tentar religar a energia elétrica de seu apartamento. As gravações, exibidas no Cidade Alerta, mostram uma assembleia de moradores em que foi votada a restrição de acesso de Daiane ao prédio, decisão que ocorreu dias antes do desaparecimento.

O vídeo divulgado registra o momento em que condôminos deliberam sobre a proposta de impedimento de entrada da corretora no condomínio. A sessão aconteceu em meio a um histórico de desentendimentos entre Daiane e parte dos moradores, segundo relatos, envolvendo reclamações sobre comportamento e conflitos administrativos anteriores.

Moradores apareceram votando favoravelmente à restrição, enquanto outros expressaram opiniões contrárias, gerando um clima tenso e polarizado entre os participantes na sala de assembleia. A medida discutida visava impedir que a corretora permaneça no condomínio, o que, segundo alguns condôminos, era motivado por episódios de conflitos anteriores — um contexto que agora se tornou parte das apurações do caso.

O episódio se soma às investigações da Polícia Civil de Goiás, que busca esclarecer o desaparecimento de Daiane após ela ter sido vista pela última vez ao descer ao subsolo do prédio. Até o momento, não há pistas conclusivas sobre seu paradeiro e as circunstâncias que cercam sua ausência permanecem obscuras. A inclusão das imagens da assembleia pode oferecer novas linhas de investigação, considerando o clima de atrito interno no condomínio.

Especialistas em convivência condominial e direito imobiliário observam que eventuais conflitos internos, quando não geridos de forma transparente e com base nas normas da convenção e regimento interno, podem agravar tensões e levar a impasses que afetam toda a coletividade. Em casos extremos, como o atual, a falta de diálogo e de mecanismos eficazes de mediação pode se transformar em fator de estresse entre os moradores e a administração.

O caso de Daiane — agora permeado por esse novo elemento das imagens de assembleia — reforça a importância de que gestão condominial, síndicos e conselheiros adotem protocolos claros de resolução de conflitos, assegurem a aplicação rigorosa das normas internas e mantenham canais abertos de diálogo para evitar que desavenças comprometam a segurança e a convivência dentro dos condomínios.

Fonte: R7