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Mulher joga papel com fezes em condomínio no DF

Síndica afirma que autora alegou ter sido ofendida por zelador, versão contestada pelo condomínio; caso mobilizou a Polícia Militar

Mulher joga papel com fezes dentro de condomínio no Distrito Federal
Foto: Foto: Reprodução

Moradora em situação de rua joga papel com fezes dentro de condomínio no Distrito Federal

Uma mulher jogou pedaços de papel higiênico e uma embalagem de biscoito cobertos por fezes no pilotis de um condomínio localizado no Bloco A da Quadra 1211, no Cruzeiro Novo, no Distrito Federal, provocando indignação entre os moradores. O caso aconteceu na última segunda-feira (6). Segundo a administração do condomínio, a autora é uma pessoa em situação de rua.

Imagens registradas pelas câmeras de segurança mostram o momento em que a mulher se aproxima da grade do condomínio, passa a mão por um dos vãos e lança os materiais para o interior do prédio. Em seguida, ela deixa o local.

Segundo a síndica do condomínio, Cacau Belliene, a autora foi identificada como uma pessoa em situação de rua que costumava permanecer nas proximidades do edifício e que já era conhecida por conversar com moradores e funcionários.

Ao ser questionada sobre a motivação da atitude, a mulher afirmou que teria sido xingada pelo zelador do condomínio. A síndica, no entanto, contestou essa versão e afirmou que o funcionário sempre manteve um comportamento respeitoso, chegando inclusive a oferecer água quando solicitado.

De acordo com a gestora, durante a conversa ela tentou apaziguar a situação e orientou que qualquer eventual problema fosse comunicado diretamente à administração do condomínio. Ainda assim, segundo a síndica, a mulher respondeu que repetiria o ato caso se sentisse ameaçada novamente.

Diante da situação, a Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) foi acionada e compareceu ao local. Conforme relato da síndica, os policiais conversaram com a mulher, que posteriormente recolheu seus pertences e deixou a região onde estava instalada.

Após o episódio, Cacau Belliene também manifestou preocupação com a sensação de insegurança enfrentada pelos moradores. Segundo ela, as limitações legais e operacionais dificultam uma resposta mais efetiva em ocorrências envolvendo pessoas em situação de rua, fazendo com que muitos moradores sintam que os problemas acabam se repetindo.

O caso reforça a importância do monitoramento por câmeras, da atuação rápida da administração condominial e do acionamento das autoridades competentes em situações que possam comprometer a segurança, a higiene e o bem-estar da coletividade dentro dos condomínios.

Fonte: Metrópoles