Mulher é agredida e estuprada em prédio de Brasília; suspeito é preso por tentativa de feminicídio
Crime ocorreu no térreo de edifício na Asa Norte, área de acesso livre; vítima está internada em estado grave

Uma mulher de 47 anos foi vítima de agressão física e estupro na madrugada deste sábado (20), em um prédio localizado na Asa Norte, em Brasília. O crime ocorreu no térreo do edifício, em uma área de livre acesso, característica comum aos prédios residenciais da região, que não possuem cercamento e permitem circulação nos chamados pilotis.
Câmeras de segurança do local registraram toda a ação criminosa. As imagens mostram a vítima tentando resistir, sendo agredida e derrubada no chão pelo agressor. A violência durou cerca de 15 minutos, até que o autor deixou o local. Mesmo ferida, a mulher conseguiu caminhar até a área comercial da quadra, onde foi socorrida por pessoas que passavam e acionaram o Corpo de Bombeiros.
A vítima foi encaminhada ao Hospital de Base, onde permanece internada em estado grave, com risco de morte e presença de líquido no pulmão, segundo informações médicas.
De acordo com a Polícia Civil do Distrito Federal, o autor do crime, identificado como Rafael Silva Lima, de 19 anos, foi localizado e preso. A corporação informou que tanto a vítima quanto o agressor estão em situação de rua. O caso está sob investigação da 2ª Delegacia de Polícia (Asa Norte).
O homem deverá responder pelos crimes de estupro e tentativa de feminicídio, tipificações que refletem a gravidade da violência praticada. O episódio reacende o debate sobre segurança em áreas comuns de edifícios, especialmente em regiões onde o acesso é livre, sem controle de entrada, portaria ou sistemas de vigilância eficazes.
Especialistas em segurança condominial alertam que, embora os pilotis façam parte do projeto urbanístico de Brasília, a ausência de controle de acesso pode aumentar a vulnerabilidade de moradores e frequentadores, exigindo medidas complementares como monitoramento por câmeras, iluminação adequada e integração com forças de segurança.
As autoridades reforçam que, ao presenciar qualquer episódio de agressão contra mulheres, a população deve acionar imediatamente a polícia pelo número 190, contribuindo para a interrupção da violência e a responsabilização dos agressores.
Fonte: O Dia