Pular para o conteúdo
Noticias

MP denuncia 17 suspeitos por invasão e roubo a condomínio de luxo em Ribeirão Preto

Promotores detalham operação que desarticulou associação criminosa especializada em invadir condomínios, aplicar golpes e lavar dinheiro após ação violenta em setembro.

MP denuncia 17 suspeitos por invasão e roubo a condomínio de luxo em Ribeirão Preto
Foto: Foto: Reprodução

O Ministério Público do Estado de São Paulo apresentou denúncia contra 17 pessoas — 14 homens e três mulheres — pela invasão e roubo a um condomínio de alto padrão em Ribeirão Preto, ocorrido em 24 de setembro deste ano. Os detalhes da investigação foram divulgados nesta quarta-feira (26/11), durante coletiva conduzida pelos promotores de Justiça Paulo José Freire Teotônio e Eduardo Campana, com participação da promotora Ethel Cipele.

Segundo o MP, os denunciados integravam uma associação criminosa complexa, dividida em núcleos logístico, operacional e financeiro. As apurações apontam que todo o plano começou com a locação fraudulenta de um apartamento no nono andar do próprio condomínio, utilizando um documento de identidade falso. A falsa moradora tinha a função estratégica de observar a rotina interna, mapear vulnerabilidades e facilitar o acesso dos demais integrantes do grupo.

Durante o planejamento, o grupo providenciou veículos furtados e adulterados, que seriam usados tanto na entrada discreta de membros da quadrilha durante a madrugada quanto na chegada dos demais envolvidos no horário do crime. Houve ainda a compra de disfarces e de equipamentos eletrônicos capazes de copiar controles remotos, identificar moradores e acompanhar seus deslocamentos pelo edifício.

No dia da invasão, os criminosos renderam o porteiro logo pela manhã e liberaram a entrada de outros veículos utilizados pelo bando. Armados, circularam pelos andares do prédio e mantiveram moradores e funcionários sob ameaça. Da ação, foram levados joias, relógios, celulares e dinheiro, totalizando quase R$ 470 mil em bens subtraídos, além de R$ 10 mil obtidos via transferências Pix feitas sob coação.

Após o roubo, parte da quadrilha ficou responsável por avaliar os objetos furtados, enviar joias para venda imediata e distribuir valores oriundos de extorsão entre diferentes contas bancárias, caracterizando lavagem de dinheiro. Para dificultar o trabalho policial, os veículos usados no assalto foram posteriormente incendiados.

A denúncia apresentada pelo Ministério Público reforça a atuação organizada e profissional do grupo, que utilizou métodos sofisticados para burlar sistemas de segurança e explorar vulnerabilidades internas de um condomínio de alto padrão. O caso levanta um novo alerta para gestores, síndicos e administradores sobre a necessidade de controle rigoroso de acessos, verificação de documentos, monitoramento preventivo e fortalecimento de protocolos de segurança.

Fonte: MPSP