Motorista agride síndico e danifica veículos em condomínio
Morador teria admitido uso de cocaína antes das ocorrências; caso terminou com registro por lesão corporal e possível responsabilidade civil

Um homem de 36 anos causou uma série de ocorrências em Vila Velha, no Espírito Santo, entre a noite de terça-feira (28) e a madrugada desta quarta-feira (29). Segundo informações publicadas por A Gazeta, o motorista bateu contra a fachada da Prefeitura de Vila Velha, danificou pelo menos sete veículos de moradores do condomínio onde reside e ainda agrediu o síndico.
A confusão começou por volta das 23h, quando o morador saiu de casa e esbarrou em um veículo que estava estacionado no condomínio, localizado em Coqueiral de Itaparica. Na sequência, ele dirigiu até a sede da Prefeitura de Vila Velha, na Avenida Santa Leopoldina, onde colidiu contra a fachada do prédio e quebrou o vidro externo.
Após a colisão, o homem retornou para o condomínio. Por volta da 1h, tentou sair novamente com o veículo e acabou atingindo outros carros que estavam estacionados no local.
"Ele saiu rasgando o carro dele em um poste da garagem, bateu no primeiro carro que estava em frente, deu ré e saiu batendo nos outros", relatou o síndico à reportagem da TV Gazeta.
Síndico foi agredido durante ocorrência
Ao perceber a sequência de colisões, o síndico acionou a Polícia Militar. Enquanto aguardava a chegada dos agentes, porém, ele teria sido agredido pelo morador.
Segundo testemunhas, o homem teria dado socos no rosto do síndico, que acabou caindo no chão. Pessoas que estavam no local conseguiram conter o morador até a chegada da equipe policial.
O síndico, que preferiu não gravar entrevista e não teve a identidade divulgada, afirmou que já havia enfrentado outros problemas envolvendo o morador.
"Ele disse aos policiais que usou cocaína. Ele mora há cinco anos aqui, já tivemos outros problemas com ele, mas não nessa intensidade", contou.
O síndico informou ainda que fez uma representação criminal contra o suspeito.
Morador foi levado para delegacia
O homem foi conduzido à Delegacia Regional de Vila Velha. De acordo com a Polícia Civil, ele assinou um termo circunstanciado por lesão corporal e foi liberado após assumir o compromisso de comparecer em juízo.
Em relação aos danos provocados pelo veículo, a Polícia Civil informou que a autoridade policial entendeu que não havia elementos que demonstrassem intenção de causar dano ao patrimônio.
"Em relação ao possível crime de dano, a autoridade policial considerou que não houve intenção de praticar dano ao patrimônio (não houve dolo), pois os elementos demonstraram que o conduzido estava em visível estado de surto. Dessa forma, não houve nenhum tipo de autuação em relação ao crime de dano, sem prejuízo da responsabilidade cível", informou a Polícia Civil.
A manifestação aponta que a ausência de autuação criminal pelo possível dano não elimina a possibilidade de responsabilização na esfera civil pelos prejuízos provocados.
Prefeitura também teve estrutura danificada
A Prefeitura de Vila Velha informou que o homem estava visivelmente alterado quando dirigiu até a sede da administração municipal e colidiu contra a fachada do prédio.
Depois da batida, ele deixou o local e retornou para a residência, em Coqueiral de Itaparica.
Segundo a administração municipal, agentes da Guarda Municipal de Vila Velha identificaram o veículo e localizaram o endereço do proprietário. Quando chegaram ao condomínio, entretanto, uma equipe da Polícia Militar já estava no local e o homem havia sido detido.
A reportagem de A Gazeta questionou a Prefeitura de Vila Velha sobre a possibilidade de os danos provocados na fachada afetarem o funcionamento do prédio, mas não obteve resposta até a publicação da matéria.
Segurança e conflitos em condomínios
O episódio chama atenção para os desafios enfrentados por síndicos e moradores diante de situações de conflito dentro de condomínios. Além da preservação da segurança dos moradores, ocorrências envolvendo danos ao patrimônio e agressões podem exigir acionamento das autoridades competentes e adoção de medidas administrativas e jurídicas.
No caso ocorrido em Vila Velha, a atuação do síndico se concentrou em acionar a Polícia Militar diante da situação e registrar a ocorrência. A definição de eventuais responsabilidades pelos prejuízos materiais deverá observar as circunstâncias do caso e as medidas adotadas nas esferas criminal e civil.
O episódio também reforça a importância de protocolos de segurança e de uma atuação cuidadosa da administração condominial diante de situações que possam colocar moradores, funcionários e o próprio patrimônio em risco.
Fonte: A Gazeta