Moradores seguem drone em condomínio no Paraná
Caso envolveu sobrevoo irregular de apartamentos, perseguição feita por moradores e ação da polícia no interior do Paraná

Moradores de um condomínio em Francisco Beltrão, no Sudoeste do Paraná, seguiram um drone que sobrevoava repetidamente os apartamentos sem autorização e ajudaram a polícia a localizar o responsável pelo equipamento.
De acordo com as informações, o drone vinha sendo visto há cerca de dois meses circulando próximo às janelas das unidades, com registros frequentes principalmente no período noturno. O comportamento do equipamento gerou preocupação entre os moradores, que relataram sensação de invasão de privacidade.
Segundo relatos, o drone chegava a permanecer parado próximo às janelas, a poucos metros das residências, com a câmera apontada para o interior dos apartamentos. Em um dos casos, uma moradora afirmou que o equipamento se aproximou enquanto ela estava no banheiro.
Vídeos gravados pelos próprios moradores mostram o drone voando em baixa altitude próximo às unidades habitacionais, o que intensificou a mobilização dentro do condomínio.
Diante da recorrência da situação, moradores passaram a monitorar o trajeto do equipamento até identificar o local onde ele pousava. A partir disso, acionaram a Polícia Militar.
Com a chegada das equipes, o suspeito foi localizado em um prédio, onde tentou se esconder no forro da edificação, próximo à área da caixa d’água. Ele foi encontrado e abordado pelos policiais.
Segundo a Polícia Militar, o homem foi encaminhado e assinou um termo circunstanciado, sendo posteriormente liberado. A identidade do suspeito não foi divulgada.
Há ainda relatos de que uma das moradoras teria sido abordada e ameaçada com imagens feitas pelo drone, além de tentativa de contato por redes sociais, o que está sendo apurado pelas autoridades.
De acordo com a Polícia Civil, o caso pode se enquadrar como crime de menor potencial ofensivo, quando há registro de imagens íntimas sem autorização, com previsão de até um ano de pena, o que permite a lavratura de termo circunstanciado.
O drone e o material armazenado no equipamento foram apreendidos e devem passar por perícia para verificar se houve gravação de imagens dos moradores.
A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) estabelece que drones não podem se aproximar a menos de 30 metros de pessoas sem autorização e também proíbe o registro de imagens de propriedades privadas sem consentimento, o que pode configurar invasão de privacidade.
O caso segue sob apuração, e moradores aguardam a conclusão das investigações para esclarecer se houve uso indevido do equipamento e eventual violação de direitos de privacidade dentro do condomínio.
Fonte: G1