Moradores relatam terror após ameaças e quase agressão em condomínio de Campo Grande
Vizinho simula estar armado, ameaça moradores e leva condomínio a viver clima de medo enquanto expulsão aguarda decisão judicial

Moradores de um condomínio no bairro Santo Antônio, em Campo Grande (MS), afirmam viver sob constante medo diante do comportamento violento de um vizinho de 29 anos. Relatos indicam uma sequência de ameaças, surtos e quase agressões físicas, cenário que levou famílias a deixarem temporariamente seus apartamentos por receio de novos episódios.
O caso mais recente ocorreu na madrugada do dia 31 de dezembro de 2025, quando uma moradora de 30 anos, acompanhada do marido e dos dois filhos, retornava ao apartamento e teria sido surpreendida pelo vizinho. Segundo o relato, o homem simulou estar armado e avançou em direção à mulher. A agressão só não se concretizou graças à intervenção do marido da vítima, que conseguiu contê-lo até a chegada das autoridades.
A Polícia Militar de Mato Grosso do Sul (PMMS) e o Corpo de Bombeiros foram acionados e encaminharam o suspeito a um Centro de Atenção Psicossocial (Caps). De acordo com os moradores, apesar do histórico de comportamento agressivo, não há confirmação sobre eventual diagnóstico psiquiátrico do homem.
Ainda conforme o boletim de ocorrência, o vizinho já teria protagonizado outros episódios de violência, incluindo agressões verbais, acionamento indevido de alarme de incêndio durante a madrugada, gritos constantes, xingamentos e socos em portas e paredes. Em uma dessas ocorrências, ele teria agredido a síndica do condomínio, sendo novamente contido pela PM.
Diante da escalada de conflitos, uma assembleia condominial deliberou pela expulsão do morador. No entanto, a medida ainda depende de homologação judicial para produzir efeitos legais, o que mantém o clima de insegurança entre os condôminos.
“O condomínio está em pânico, pois ele fica nas áreas comuns abordando as pessoas, como se fosse policial. Sabemos o que esperar dele, pois já mostrou que é uma pessoa violenta”, relatou a moradora que quase foi agredida.
Com medo, ela e a família passaram a virada do ano fora do apartamento, na casa de parentes.
Segundo a moradora, o impacto emocional é profundo.
“Minhas filhas estão em pânico e não querem voltar para casa enquanto ele estiver lá. Sentimos que perdemos o nosso direito de ir e vir, perdemos a segurança que um condomínio deveria oferecer”, afirmou.
O caso reacende o debate sobre os limites da atuação condominial diante de moradores com comportamento agressivo, bem como a necessidade de respostas rápidas do Poder Judiciário para garantir a segurança coletiva. Procurado, o suspeito não se manifestou. A administração do condomínio informou que não comentará o caso.
A situação evidencia os desafios enfrentados por síndicos e moradores em episódios de violência em condomínios, especialmente quando a proteção da coletividade entra em conflito com garantias legais individuais, exigindo atuação integrada entre gestão condominial, forças de segurança e Justiça.
Fonte: Midia Max