Moradores recebem contas de água de até R$ 191 mil em condomínio de Santos; Sabesp admite erro
Erro na leitura dos hidrômetros gerou cobranças absurdas em condomínio de Santos (SP); Sabesp reconhece a falha e promete revisão dos valores

Moradores recebem contas de água de até R$ 191 mil em condomínio de Santos; Sabesp admite erro e promete correção
Moradores de um condomínio residencial no bairro Castelo, em Santos, litoral de São Paulo, foram surpreendidos nos últimos dias com faturas de água que ultrapassaram os R$ 191 mil. A situação causou revolta, insegurança e desespero entre os condôminos, que se mobilizaram imediatamente em busca de esclarecimentos. Após repercussão, a Sabesp — Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo — confirmou um erro na leitura dos hidrômetros e garantiu que os valores serão corrigidos.

De acordo com relatos dos moradores, todas as unidades do condomínio foram afetadas por cobranças extremamente elevadas e incompatíveis com o consumo real. Algumas faturas apresentavam valores entre R$ 8 mil e R$ 15 mil, enquanto a mais absurda chegou à marca de R$ 191.566,00. Muitos condôminos relataram nunca ter enfrentado uma situação semelhante, e a indignação tomou conta do grupo de moradores, que buscou auxílio junto à administração do prédio e à própria concessionária.
Sabesp reconhece falha operacional
Em nota oficial, a Sabesp confirmou que houve um erro no processo de leitura dos hidrômetros, que resultou na emissão das contas com valores fora da realidade. Segundo a companhia, a falha foi identificada como um erro operacional durante o processo de medição individualizada do consumo de água no condomínio.
A concessionária informou ainda que nenhum dos moradores precisará pagar os valores cobrados incorretamente. As contas serão reemitidas com os valores corretos, e as equipes técnicas foram acionadas para realizar uma nova aferição dos hidrômetros e garantir a correção total dos lançamentos.
Como ocorreu o erro?
De acordo com informações apuradas, o problema estaria relacionado a uma possível falha no sistema eletrônico de coleta de dados dos hidrômetros, que pode ter interpretado de forma incorreta os registros de consumo das unidades. Situações como essa, apesar de não serem comuns, podem ocorrer em sistemas de leitura remota ou quando há falhas no sincronismo dos dados, além de possíveis erros humanos no momento da coleta.
Impacto na vida dos moradores e na gestão condominial
O episódio provocou grande apreensão entre os moradores, que temeram sofrer sanções por inadimplência, protestos em cartório e até restrições de crédito. Além disso, síndicos e administradores precisaram atuar de forma emergencial, tanto na mediação com a concessionária quanto no apoio aos condôminos.
Para especialistas em gestão condominial e direito do consumidor, o caso serve de alerta para que os condomínios implementem rotinas de auditoria periódica das contas de consumo, especialmente nos sistemas de medição individualizada, que têm se tornado cada vez mais comuns no mercado imobiliário.
Direito dos consumidores e responsabilidade da concessionária
O Código de Defesa do Consumidor estabelece que o fornecedor de serviços é responsável por falhas na prestação, devendo reparar eventuais danos materiais e morais causados aos clientes. Neste caso, a Sabesp assegurou que os consumidores não terão prejuízos financeiros, mas moradores avaliam se irão formalizar uma representação no Ministério Público e no Procon, para garantir seus direitos e prevenir novas ocorrências.
Sabesp reforça canais de atendimento
A concessionária orienta que, em situações semelhantes, os consumidores devem procurar imediatamente os canais oficiais de atendimento — seja presencial, por telefone ou via aplicativo — para registrar a ocorrência e solicitar análise e correção dos valores. No caso específico deste condomínio, a empresa afirma que está acompanhando de perto o processo de reemissão das contas.
O caso segue repercutindo na cidade de Santos e serve de alerta para síndicos, administradores, moradores e gestores condominiais sobre a importância de um controle rigoroso nas medições e no acompanhamento das cobranças de serviços essenciais, como água, luz e gás.
Fonte: A Tribuna