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Taxa é cobrada com áreas interditadas

Cobrança integral gera insatisfação entre condôminos enquanto piscina e quadra seguem fechadas por problemas estruturais

Moradores questionam taxa de condomínio com áreas de lazer interditadas em Suzano (SP)
Foto: Imagem ilustrativa

Moradores enfrentam dilema entre custo e segurança

Moradores de um condomínio residencial em Suzano vivem um dilema que mistura frustração financeira e preocupação com a segurança. Há cinco meses, espaços de convivência essenciais, como a piscina e a quadra esportiva, estão interditados.

O bloqueio ocorreu após fortes chuvas que atingiram a região no começo do ano comprometerem a estrutura do local. A grande polêmica reside na manutenção do valor integral da taxa de condomínio, mesmo sem o uso dessas áreas.

Frustração com cobrança integral

Os condôminos questionam a legalidade de pagar por serviços e estruturas que não estão disponíveis. Imagens registradas no condomínio mostram sinais de abandono, como água esverdeada na piscina e danos visíveis na quadra esportiva.

Uma moradora, que preferiu não se identificar, expressou a indignação:

“É um absurdo, né? A gente paga por um serviço que não tá usando. E o valor é alto. Todo mês vem a cobrança cheia, e a área tá lá, fechada, com mato crescendo.”

A sensação de pagar por algo inacessível tem intensificado o clima de insatisfação entre os moradores.

Administração aponta complexidade das obras

Diante das críticas, a síndica do condomínio afirmou que os reparos estão em andamento, mas destacou a complexidade da intervenção.

“Não é uma reforma simples. Houve um problema estrutural sério por conta da chuva, exige laudo, exige empresa especializada”, explicou.

Ela também ressaltou que o processo envolve etapas técnicas, como execução e tempo de cura de materiais, o que impacta diretamente no prazo das obras.

Taxa cobre mais que áreas de lazer

A administração defende que a taxa condominial não se limita ao uso das áreas comuns, mas inclui despesas gerais, manutenção, segurança e fundo de reserva.

Segundo a síndica, a arrecadação é essencial para custear os reparos estruturais e garantir a preservação do patrimônio coletivo.

O que diz o especialista

Para esclarecer a questão, um advogado especialista em Direito Condominial explicou que, do ponto de vista legal, os moradores não podem deixar de pagar a taxa apenas porque uma área está interditada.

“Do ponto de vista legal, o morador não pode deixar de pagar a taxa de condomínio apenas porque uma área está interditada, mesmo que por um longo período.”

O especialista destaca que o condomínio possui despesas fixas que precisam ser mantidas, independentemente da utilização das áreas.

Possibilidade de redução da taxa

Apesar disso, o advogado aponta uma alternativa: a redução temporária da taxa pode ser discutida, mas não é automática.

“A única alternativa viável seria uma assembleia de moradores decidir, de forma coletiva, por uma redução temporária da taxa, mas isso depende da saúde financeira do condomínio e da aprovação da maioria.”

Assembleia como caminho para solução

A decisão sobre eventual redução deve ser tomada em assembleia, com participação ativa dos condôminos e análise do impacto financeiro.

Esse processo garante que a decisão seja coletiva, transparente e alinhada às necessidades do condomínio.

Fiscalização e transparência

A recomendação é que os moradores acompanhem de perto o andamento das obras e cobrem transparência da gestão.

A união dos condôminos, aliada ao diálogo e à fiscalização, é fundamental para resolver o impasse e equilibrar interesses entre manutenção estrutural e justiça na cobrança.

Fonte: G1