Inadimplentes destituem síndica e deixam condomínio sem segurança
Assembleia considerada ilegal teria retirado a síndica, acessado contas e suspenso vigilância armada, gerando insegurança e disputa judicial no residencial Dom Pedro I

Um conflito interno de grande repercussão tem marcado a rotina do Residencial Dom Pedro I, tradicional condomínio localizado em Manaus (AM). Moradores denunciam que um grupo de condôminos inadimplentes promoveu uma assembleia que, segundo críticos, não seguiu as formalidades legais de convocação e quórum, resultando na destituição da síndica eleita e na rescisão unilateral do contrato com a empresa de segurança armada que atuava no local.
A assembleia, tida por muitos como ilegal e sem respaldo jurídico, teria permitido que os integrantes do bloco opositor assumissem funções administrativas e acessassem a conta bancária do condomínio, além de arrombarem a sala administrativa. A síndica afastada contesta veementemente os atos, afirmando que eles violam a convenção e o regimento interno, que regulam a governança condominial, e que a situação foi judicializada para reverter as ações da comissão recém-formada.
Fontes internas relatam que a crise foi motivada por uma série de cobranças contra moradores inadimplentes, incluindo débitos atribuídos a gestões anteriores. A iniciativa de cobrança teria atingido principalmente os integrantes da comissão que agora reivindicam o controle administrativo do condomínio.
A disputa envolve interpretrações divergentes sobre uma suposta decisão judicial que validaria a assembleia, algo que, segundo advogados consultados por moradores, ainda não foi efetivamente deliberado em juízo. Enquanto isso, os opositores atuam como se estivessem legitimados a gerir o condomínio, intensificando o clima de instabilidade entre vizinhos.
Um dos efeitos mais imediatos dessa mudança foi a suspensão dos serviços da empresa de segurança armada Pax, contratada para proteger o condomínio. Sem esse serviço especializado, o residencial ficou dependente apenas de um agente de portaria, aumentando a vulnerabilidade à criminalidade e colocando em risco moradores, colaboradores e visitantes.
Em comunicado à comunidade, a síndica afastada alertou para o risco direto à integridade física e ao patrimônio de todos os que circulam pelo condomínio, orientando que medidas básicas de vigilância sejam reforçadas até que a disputa judicial seja esclarecida e uma liminar seja apreciada.
O caso ressalta a importância do cumprimento rigoroso da convenção condominial e das normas legais que regem assembleias e poderes administrativos, bem como o papel do Judiciário em dirimir controvérsias que possam comprometer a segurança e a convivência harmônica no ambiente coletivo.
Fonte: AM Post