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Vizinho com 300 ocorrências aterroriza condomínio

Casos envolvem ameaças, danos e perturbação do sossego e geram medo entre moradores que relatam rotina de insegurança

Moradores denunciam vizinho com mais de 300 ocorrências por ameaças e agressões em condomínio de SC
Foto: Moradora denuncia vizinho por agressão em condomínio de Canasvieiras

Um caso grave de convivência em condomínio tem gerado medo e insegurança entre moradores em Santa Catarina. Um homem vem sendo denunciado por diversos vizinhos após acumular mais de 300 boletins de ocorrência relacionados a comportamentos agressivos e transtornos dentro do residencial.

De acordo com relatos, os registros envolvem uma série de infrações, como ameaças, danos ao patrimônio, invasão de propriedade, lesão corporal, injúria, difamação e perturbação do sossego.


Rotina de medo e ameaças

Moradores afirmam viver sob constante tensão. Uma das vítimas relatou que precisou deixar sua residência por medo de novas agressões.

Segundo o depoimento, o comportamento do vizinho inclui ameaças diretas: “Ele fala que vai tacar fogo no nosso apartamento, que vai matar a gente, nos xinga na rua”.

A situação, segundo os condôminos, já ultrapassou conflitos comuns de convivência, configurando um cenário contínuo de insegurança dentro do empreendimento.

Danos ao patrimônio e prejuízos coletivos

Além das ameaças, o homem também é acusado de causar prejuízos materiais ao condomínio. Entre os relatos, estão danos a veículos e destruição de equipamentos, como câmeras de segurança.

“A gente não pode deixar mais nada na garagem, não temos mais câmeras há 4 anos porque ele destrói”, afirmou uma moradora.

Esse tipo de situação agrava ainda mais o cenário, impactando não apenas a segurança, mas também os custos e a gestão do condomínio.

Atuação da polícia e limites legais

A Polícia Militar confirmou que já atendeu diversas ocorrências envolvendo o morador, adotando os procedimentos legais cabíveis em cada caso.

Em situações classificadas como de menor potencial ofensivo, a legislação prevê a lavratura de Termo Circunstanciado, o que pode explicar a ausência de prisão em episódios recentes, mesmo após conflitos físicos.

Desafio para a gestão condominial

O caso evidencia um dos maiores desafios da gestão condominial: lidar com o chamado “condômino antissocial”.

Mesmo diante de inúmeros registros e reclamações, a resolução definitiva pode depender de medidas judiciais, já que a legislação impõe limites à atuação direta de síndicos e administradoras.

Especialistas apontam que, em situações recorrentes como essa, é fundamental:

  • registrar formalmente todas as ocorrências
  • aplicar penalidades previstas em convenção
  • reunir provas documentais
  • buscar respaldo jurídico

Reflexo de um problema crescente

Casos como este reforçam uma tendência preocupante: o aumento de conflitos e episódios de violência dentro de condomínios no Brasil.

A convivência próxima, aliada à falta de mediação adequada e ao desconhecimento das regras, tem contribuído para o agravamento dessas situações, exigindo uma atuação cada vez mais estratégica por parte da gestão.

O episódio em Santa Catarina escancara os limites da convivência condominial e a complexidade de lidar com comportamentos extremos dentro de ambientes coletivos.

Mais do que um caso isolado, a situação serve de alerta para síndicos, administradoras e moradores sobre a importância de prevenção, registro formal e atuação jurídica para garantir a segurança e o bem-estar coletivo.

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Fonte: ND Mais