Pular para o conteúdo
Noticias

Moradores denunciam síndica por má gestão e ficam sem água em condomínio de São Paulo

Síndica é acusada de não repassar pagamentos à Sabesp, deixando moradores sem água. Equipe de reportagem foi agredida durante apuração.

Moradores denunciam síndica por má gestão e ficam sem água em condomínio de São Paulo
Foto: Foto: Reprodução

Condomínio em São Paulo enfrenta crise: moradores ficam sem água, denunciam síndica por má gestão e equipe de reportagem é agredida

Uma grave crise de gestão atinge um condomínio localizado na cidade de São Paulo, gerando revolta e indignação entre os moradores. Eles denunciam a atual síndica por suposta má administração, atraso no pagamento de contas essenciais e até apropriação indevida dos valores pagos mensalmente pelos condôminos.

Falta de água e dívidas acumuladas

De acordo com os moradores, apesar de manterem seus pagamentos em dia, o fornecimento de água foi cortado pela Sabesp, devido à falta de repasse dos valores por parte da administração. A situação deixou diversas famílias sem acesso à água potável, gerando transtornos diários e colocando em risco a saúde e o bem-estar dos residentes.

Além disso, os condôminos denunciam que o condomínio possui uma dívida de aproximadamente R$ 8 mil com a Enel, concessionária de energia elétrica, o que pode resultar no corte do fornecimento de energia caso a inadimplência persista. Moradores relatam viver em constante apreensão, temendo ficar também sem luz.

Hostilidade e agressão à imprensa

O caso ganhou ainda mais repercussão após a reportagem do programa “Alô, Você!”, da TV Thathi, comparecer ao local para apurar a denúncia. A equipe, composta pela repórter Aline Galdino e pelo cinegrafista Nito Lima, foi recebida de forma hostil.

Durante a tentativa de gravação, o zelador do condomínio agrediu os profissionais jogando água sobre eles, em uma clara tentativa de impedir a realização da reportagem. A situação foi registrada pelas câmeras. Ao perceber a presença da imprensa, a síndica rapidamente deixou o local de carro, sem prestar qualquer esclarecimento sobre as acusações.

Possíveis consequências judiciais

De acordo com especialistas em direito condominial, a conduta da gestão pode configurar apropriação indébita, crime previsto no Artigo 168 do Código Penal, quando alguém se apropria de valores que deveria administrar em nome de terceiros. Além disso, o não repasse dos pagamentos de água e energia, mesmo com os condôminos em dia, caracteriza má gestão e quebra de dever fiduciário.

Moradores estudam ingressar na Justiça tanto para solicitar a destituição imediata da síndica, quanto para buscar a responsabilização civil e criminal pelos prejuízos causados.

Caminhos legais para os moradores

Diante do cenário, advogados especializados orientam que os condôminos convoquem uma assembleia geral extraordinária, conforme previsto no Código Civil (Art. 1.349), para deliberar sobre a destituição da síndica, mediante comprovação da má gestão.

Paralelamente, é possível acionar a Justiça para solicitar prestação de contas, bloqueio de bens e medidas emergenciais para garantir a regularização dos serviços essenciais.

Falta de transparência e alerta para outros condomínios

O caso escancara a importância da transparência na gestão condominial e da participação ativa dos moradores nas assembleias. Também serve como alerta para outros condomínios, reforçando a necessidade de acompanhamento constante das finanças, conferência dos balancetes mensais e exigência de comprovantes dos pagamentos de serviços essenciais.

Posicionamento

Até o fechamento desta reportagem, a síndica do condomínio não havia se manifestado oficialmente sobre as acusações. A Sabesp e a Enel foram procuradas, mas ainda não divulgaram nota pública sobre o caso.


Ver no Instagram

Fonte: SBT News