Moradores denunciam ataques de cachorro da raça chow chow em condomínio de Salvador
Relatos apontam agressões a pessoas e outros animais, ausência de focinheira e omissão do condomínio diante dos episódios recorrentes

Moradores do condomínio Parque do Sossego, localizado no bairro de Sussuarana, em Salvador, denunciam uma série de ataques atribuídos a um cachorro da raça chow chow que circula pelas áreas comuns do residencial. Segundo relatos, o animal já teria ferido moradores e atacado outros cães, gerando medo e insegurança entre os condôminos.
De acordo com as denúncias, o cachorro costuma circular pelo condomínio sem o uso de focinheira, apesar do porte e do comportamento agressivo relatado. O animal pertence a uma moradora e teria chegado ao condomínio ainda filhote, mas, com o crescimento, passou a apresentar episódios de agressividade.
Uma das moradoras afirmou que seu cachorro já foi atacado em duas ocasiões. Em um dos episódios, além do ataque ao animal, uma moradora também sofreu lesões corporais ao tentar intervir. Segundo o relato, o cão não obedeceria aos condutores durante os passeios e só atenderia às ordens do filho da tutora. Ainda conforme os moradores, a proprietária do animal teria reagido de forma agressiva às reclamações, com xingamentos e ameaças.
Outra moradora informou ter sido atacada pelo chow chow, registrando boletim de ocorrência e ingressando com ação judicial. A defesa da vítima confirmou que o episódio ocorreu em agosto, quando o cachorro se soltou da coleira ao avistar outro pet, avançando contra o animal e mordendo a moradora que tentou separar a briga. A vítima precisou de atendimento médico e permaneceu com ferimentos por cerca de 15 dias.
Os advogados relataram ainda que novas ocorrências teriam sido registradas após esse episódio, incluindo ataques a outras pessoas e a quase morte de um outro animal. Uma ação judicial pede indenização por danos materiais e morais, em razão das lesões e despesas médicas.
Moradores também denunciam suposta omissão da administração do condomínio, que, segundo eles, não teria adotado providências efetivas nem fornecido imagens das câmeras de segurança solicitadas para apuração dos fatos.
Até o momento, nem a tutora do animal nem a administração do condomínio Parque do Sossego se manifestaram sobre as denúncias. O caso reacende o debate sobre a responsabilidade dos tutores de animais, o cumprimento das normas internas, o uso de equipamentos de segurança e o papel do condomínio na prevenção de riscos à integridade física dos moradores e à convivência coletiva.
Fonte: B News