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Moradores de condomínio no Rio são ameaçados após cobrança de taxa por criminosos

Depredação da portaria e ameaça escrita no muro ocorreram após síndico se recusar a continuar pagando cobrança atribuída a criminosos da região

Moradores de condomínio no Rio são ameaçados após cobrança de taxa por criminosos

Moradores de um condomínio localizado no bairro de Colégio, na Zona Norte do Rio de Janeiro, passaram a receber ameaças após o síndico, segundo informações divulgadas pela TMC, se recusar a continuar pagando uma taxa atribuída a criminosos que atuam na região. O caso provocou reforço no policiamento e passou a ser investigado pelas autoridades.

O condomínio Spazio Roosevelt, situado na Estrada do Colégio, amanheceu nesta terça-feira (22) com uma pichação de ameaça no muro. A mensagem fazia referência à chamada “Tropa do Bamba” e ameaçava os moradores caso o pagamento não fosse realizado.

Segundo fontes ouvidas pela reportagem da TMC, o síndico teria anteriormente aderido ao pagamento da cobrança. A situação teria mudado depois que ele decidiu não continuar com os repasses. A partir disso, de acordo com a apuração jornalística, teriam começado as ameaças contra os moradores.

Portaria foi depredada

O episódio mais recente ocorre poucos dias depois de outro ataque contra o condomínio. Na sexta-feira (18), a portaria do residencial foi depredada.

Imagens registradas no local mostram dois homens encapuzados arremessando pedras contra os vidros da portaria. Os monitores utilizados no espaço também foram danificados e ficaram cobertos de tinta.

A Polícia Militar foi acionada após o ataque. Conforme informado pela corporação, os agentes receberam a informação de que indivíduos haviam depredado a fachada do condomínio e fugido em direção à Comunidade Para Pedro. Foram realizadas buscas na região, mas os suspeitos não foram encontrados naquele momento.

Polícia Civil investiga o caso

A ocorrência passou a ser investigada pela Polícia Civil do Rio de Janeiro. Segundo a TMC, a autoria do crime já foi identificada pelas autoridades, enquanto o policiamento permanece reforçado na área.

A investigação deverá esclarecer a participação dos envolvidos nos ataques, as circunstâncias das ameaças e a eventual relação entre a cobrança e os atos de vandalismo registrados no condomínio.

Até o momento, as informações divulgadas não indicam que tenha ocorrido agressão física contra moradores. O principal registro relatado envolve ameaças, danos à estrutura da portaria e a mensagem deixada no muro do empreendimento.

Cobranças criminosas já foram investigadas na região

O episódio ocorre em um cenário no qual outros condomínios da Zona Norte do Rio também foram alvo de investigações relacionadas à cobrança de valores por grupos criminosos.

Em agosto, a Polícia Civil realizou uma operação na Pavuna contra um grupo investigado por extorquir condomínios e pressionar síndicos para que rescindissem contratos de segurança e contratassem uma empresa indicada pelos criminosos. Segundo os investigadores, moradores eram obrigados a pagar taxas mensais em troca de uma suposta garantia de segurança.

Na ocasião, a investigação apontou ainda que um dos síndicos que teria aderido ao contrato imposto pelo grupo passou a receber vantagens e a trabalhar informalmente para a empresa indicada pelos criminosos, segundo a Polícia Civil.

Outro caso registrado em julho envolveu moradores de um condomínio em Cavalcanti. Segundo relatos divulgados pela BandNews FM, criminosos estariam cobrando R$ 100 mensais de moradores de um residencial com aproximadamente 200 apartamentos.

Segurança condominial diante de ameaças

Situações envolvendo ameaças externas exigem cuidado especial por parte de síndicos, administradoras e moradores. Em casos de possível extorsão ou violência, decisões individuais que possam aumentar a exposição dos moradores precisam ser avaliadas com cautela e, principalmente, comunicadas às autoridades competentes.

O condomínio também deve preservar imagens de câmeras, registros de acesso, mensagens, comunicados e outros elementos que possam auxiliar uma investigação. A documentação organizada pode contribuir para que as autoridades reconstruam a sequência dos acontecimentos e identifiquem os envolvidos.

A proteção das informações também é relevante. Em situações de ameaça, a divulgação indiscriminada de dados de moradores, funcionários ou integrantes da administração pode ampliar a vulnerabilidade das pessoas envolvidas.

Portaria se torna ponto sensível

O ataque à portaria evidencia ainda a importância da estrutura de controle de acesso para a segurança dos condomínios. Portões, câmeras, interfones, monitores e demais equipamentos podem ser alvos de vandalismo justamente por desempenharem funções relacionadas ao controle da entrada e saída de pessoas.

Além da proteção física desses equipamentos, a administração deve manter procedimentos para situações emergenciais, incluindo comunicação rápida com autoridades e fornecedores responsáveis pela manutenção dos sistemas.

No caso do Spazio Roosevelt, a depredação ocorreu antes da ameaça registrada no muro, segundo a cronologia divulgada pela reportagem. A sequência dos fatos está entre os elementos que deverão ser considerados na investigação policial.

Investigação deve esclarecer circunstâncias

O caso permanece sob investigação da Polícia Civil, enquanto o policiamento segue reforçado na região. As autoridades deverão apurar a origem da cobrança, a dinâmica das ameaças, os responsáveis pela depredação e eventual participação de outras pessoas.

Até a conclusão da investigação, as acusações e informações sobre os envolvidos devem ser tratadas como elementos de uma apuração policial, sem antecipação de responsabilidade criminal.

O episódio reforça um desafio para a gestão condominial em áreas sujeitas à atuação de grupos criminosos: preservar a segurança dos moradores e funcionários, manter os registros necessários e acionar os órgãos públicos responsáveis diante de ameaças ou tentativas de extorsão.