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Apagões em condomínio do Cachambi preocupam moradores

Instabilidade no fornecimento de energia deixa prédio sem luz e exige que moradores carreguem idosos à força nas escadas

Moradores de condomínio no Cachambi relatam apagões e dificuldades com idosos nos 14 andares
Foto: Foto: Reprodução

Rio de Janeiro — Moradores de um condomínio residencial com 423 unidades no bairro Cachambi, Zona Norte da capital fluminense, voltaram a relatar apagões frequentes no fornecimento de energia, gerando transtornos e riscos à segurança no cotidiano do edifício. A instabilidade elétrica tem penalizado sobretudo moradores com mobilidade reduzida, entre eles idosos que, em diversas ocasiões, precisaram ser carregados pelos vizinhos para transpor os 14 andares em que o prédio está dividido, conforme relatos de residentes.

A dependência de energia da concessionária Light tornou-se um problema recorrente, com quedas de eletricidade que afetam equipamentos essenciais como elevadores, iluminação, sistemas de segurança e bombas hidráulicas. Como medida temporária, o condomínio passou a depender de geradores da própria concessionária, acionados para manter o fornecimento enquanto as instabilidades persistem, segundo apurou reportagem local.

Para muitos moradores, a situação extrapola o incômodo e representa um perigo à integridade física, pois a ausência de energia implica na paralisação dos elevadores, obrigando pessoas com dificuldade de locomoção a utilizar escadas íngremes em ambientes escuros. A carência de um plano de emergência condominial eficaz — com geradores próprios, comunicação prévia e procedimentos claros para transporte assistido de pessoas vulneráveis — foi amplamente destacada como uma lacuna na gestão interna do prédio.

Especialistas em gestão condominial e engenharia elétrica consultados por moradores reforçam que a dependência exclusiva de soluções de contingência da concessionária pode ser insuficiente em áreas urbanas densamente habitadas. A recomendação, segundo tais fontes, é que condomínios de grande porte mantenham planos de continuidade de serviços essenciais, incluindo fontes independentes de energia e protocolos de segurança que garantam acesso seguro aos moradores mesmo durante falhas no sistema elétrico.

Síndicos e conselhos fiscais também são alertados para a necessidade de diálogo proativo com prestadores de serviço público, contratos de manutenção preventiva e comunicação transparente com os condôminos, especialmente nos casos em que há indivíduos com mobilidade reduzida, como idosos e pessoas com deficiência. Além disso, o episódio evidencia a importância de revisões periódicas dos sistemas elétricos, treinamento de equipes internas e avaliações técnicas por profissionais habilitados.

A concessionária Light, envolvida na situação, tem informado que trabalha em modernizações e substituições de infraestrutura na rede que atende o Cachambi e bairros vizinhos, numa tentativa de reduzir a frequência de interrupções prolongadas. Mesmo assim, a recorrência dos apagões tem mantido a comunidade condominial em alerta, reforçando o debate sobre direitos dos moradores, responsabilidades da administração condominial e a necessidade de práticas sustentáveis e resilientes frente a falhas de serviços essenciais.

Fonte: O Globo