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Moradora tem surto após ser proibida pela Justiça de acessar áreas comuns de condomínio em Goiânia

Após decisão judicial que restringiu seu acesso às áreas de lazer por comportamento agressivo, moradora invade administração, agride funcionários e quebra porta de vidro; Polícia Militar foi acionada.

Moradora tem surto após ser proibida pela Justiça de acessar áreas comuns de condomínio em Goiânia
Foto: Foto: Reprodução

Moradora tem surto após decisão judicial que a proibiu de frequentar áreas comuns de condomínio em Goiânia

Uma decisão judicial da 27ª Vara Cível de Goiânia, assinada pelo juiz Leonardo Naciff Bezerra, resultou em um episódio de grande tumulto em um condomínio localizado no Setor Jardim Goiás, na capital goiana. A moradora, que havia sido proibida liminarmente de acessar as áreas comuns de lazer por conta de comportamento considerado agressivo, teve um surto ao ser informada da decisão e acabou agredindo pessoas na administração e quebrando uma porta de vidro, segundo relatos da advogada do condomínio, Larissa Nunes de Carvalho Londe.

De acordo com a advogada, o condomínio havia ajuizado uma ação judicial contra a moradora por reiteradas agressões verbais, ofensas e ameaças de morte direcionadas ao síndico e a membros da administração. Após a decisão liminar, que restringiu seu acesso às áreas de convivência, a moradora reagiu de forma violenta dentro do prédio.

“Ao ter conhecimento da decisão, ela foi até a administração, agrediu pessoas que estavam no local e causou danos ao patrimônio, quebrando a porta de vidro. A Polícia Militar foi chamada imediatamente, e pediremos nos autos a ampliação das restrições impostas, inclusive a expulsão dessa condômina”, declarou a advogada Larissa Nunes.

A Polícia Militar de Goiás foi acionada e compareceu ao local, registrando a ocorrência. Até o momento, novas medidas judiciais ainda não foram determinadas, mas a administração do condomínio informou que pretende solicitar à Justiça o reforço das sanções, considerando que a moradora descumpriu a liminar e voltou a praticar atos de violência.

Entenda o caso

A decisão judicial que originou o conflito foi proferida na última segunda-feira (10) e reconheceu que a moradora apresenta comportamento antissocial reiterado, com histórico de insultos e ameaças. O condomínio anexou aos autos vídeos e boletins de ocorrência, incluindo um episódio em que a moradora teria dito que daria “um tiro na cara do síndico”.

Diante das provas apresentadas, o juiz entendeu que o caso “ultrapassa o mero aborrecimento” e representa “risco concreto e atual à integridade física, à segurança e à saúde psicológica dos moradores e funcionários”.

A decisão determinou que a condômina não pode frequentar piscinas, churrasqueiras, academia e salão de festas, além de manter distância do síndico, conselheiros e colaboradores do condomínio. Em caso de necessidade administrativa, ela deve se comunicar apenas por e-mail institucional ou por meio de advogado.

A liminar também impõe multa diária de R$ 300, limitada a R$ 30 mil, em caso de descumprimento das medidas impostas.

Apesar das restrições, a moradora ainda está autorizada a circular por corredores, elevadores e garagem, por serem áreas essenciais para o acesso à sua unidade.

Conflitos e medidas judiciais

Segundo a advogada Larissa Nunes, o caso reflete um problema crescente na convivência condominial.

“Temos observado um aumento de comportamentos hostis dentro dos condomínios. São pessoas que não conseguem lidar com contrariedades e acabam ultrapassando todos os limites da boa convivência”, destacou.

Ela acrescenta que o conflito teve início a partir de divergências sobre decisões administrativas, quando a moradora passou a se opor sistematicamente às ações da gestão e, em seguida, a proferir ameaças e ofensas a funcionários e membros da administração.

“Quando as medidas administrativas deixam de surtir efeito, o Judiciário se torna o último recurso para garantir a integridade das pessoas e restabelecer a ordem dentro da coletividade condominial”, concluiu a advogada.

Convivência e responsabilidade

O episódio reacende o debate sobre convivência em comunidade e o papel da Justiça na mediação de conflitos condominiais. Para especialistas, casos como esse evidenciam a necessidade de protocolos mais firmes de segurança e atendimento psicológico a moradores que apresentem comportamento agressivo, bem como orientação jurídica constante aos síndicos e administradores.

O condomínio em questão já informou que está reforçando medidas de segurança e restringindo o acesso da moradora a espaços administrativos. A expectativa é que o caso gere um novo pedido judicial, possivelmente solicitando a expulsão definitiva da moradora, caso o comportamento agressivo se mantenha.

A decisão do juiz Leonardo Naciff Bezerra segue válida e tem como objetivo preservar a integridade física e emocional dos demais condôminos, garantindo que a convivência no prédio ocorra dentro dos limites da civilidade e do respeito mútuo.

Fonte: Mais Goiás