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Moradora assaltada ao acessar condomínio por reconhecimento facial

Vítima foi surpreendida por criminosos armados durante acesso ao prédio, levantando questões sobre segurança de moradores e tecnologia de controle de acesso

Moradora é assaltada ao usar reconhecimento facial para entrar em condomínio na Vila Sônia, em SP
Foto: Imagem ilustrativa

Uma moradora foi vítima de um assalto na entrada do seu condomínio localizado na Vila Sônia, zona oeste de São Paulo (SP), em um episódio que expõe lacunas na segurança condominial mesmo com o uso de tecnologia avançada de controle de acesso.

O crime ocorreu quando a mulher tentava acessar o prédio utilizando o sistema de reconhecimento facial, uma ferramenta cada vez mais adotada em condomínios para agilizar a entrada de moradores e visitantes. No momento em que o dispositivo de leitura biométrica estava sendo acionado, dois criminosos se aproximaram em uma motocicleta.

Um dos assaltantes, armado com um revólver, exigiu o aparelho celular e a senha de desbloqueio da vítima. A ação foi registrada por câmeras de segurança do condomínio, que captaram a abordagem dos ladrões na rua movimentada próxima à portaria, sem qualquer receio com transeuntes. Após a subtração dos itens, a dupla fugiu rapidamente do local.

A moradora relatou estar “apavorada” com o ocorrido e mencionou que uma outra motocicleta fazia papel de cobertura para os criminosos, sugerindo ação coordenada.

Karen Kornilovicz, diretora da Associação Viva Vila Suzana, comentou sobre a situação de segurança na região, destacando a escassez de viaturas disponíveis para patrulhamento local e lembrando que, em alguns dias, até oito crimes podem ser registrados no bairro. Ela enfatizou a importância de que os moradores registrem boletins de ocorrência para fortalecer dados e respaldar políticas públicas de segurança.

Apesar do roubo e do trauma emocional, os criminosos não conseguiram realizar transações bancárias com o celular roubado, o que minimizou potenciais prejuízos adicionais para a vítima.

O episódio evidencia que a adoção de tecnologias de controle de acesso, como reconhecimento facial, não substitui a necessidade de medidas preventivas integradas de segurança condominial, inclusive em bairros com histórico de ocorrências criminais. Especialistas em gestão condominial alertam que a tecnologia deve ser complementada por vigilância humana, iluminação adequada, integração com forças de segurança pública e procedimentos internos que priorizem a segurança física dos moradores.

Além disso, o uso de reconhecimento facial em condomínios levanta debates sobre privacidade e proteção de dados pessoais, pois a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) impõe regras para tratamento de dados biométricos — que só podem ser coletados e utilizados mediante consentimento expresso e garantias legais.

O caso reforça que, em contextos urbanos complexos, a combinação de tecnologia, gestão condominial eficiente e políticas públicas de segurança é essencial para proteger moradores e reduzir vulnerabilidades em pontos de acesso, como portarias de condomínios residenciais.

Fonte: R7