Mulher agredida por síndico PM tenta medida protetiva
Após agressão física e ameaças de prisão, professora busca proteção, mas enfrenta obstáculos para garantir medida protetiva contra o síndico.

Uma professora de 56 anos foi agredida por um subtenente da Polícia Militar (PM), que também exerce a função de síndico no condomínio onde ela mora, localizado no bairro Taquarussu, em Campo Grande. O incidente ocorreu na última quinta-feira (13) e, segundo a vítima, começou quando ela procurou o policial para relatar um problema no prédio. Ao ser ignorada e ao se afastar, a professora foi abordada pelo subtenente no corredor, que, armado, agiu com violência, desferindo coronhadas e uma rasteira.
A agressão só terminou quando o esposo da vítima, também policial militar, chegou ao local. Após o ocorrido, a professora procurou a Delegacia de Atendimento à Mulher (Deam) acompanhada do marido para registrar a denúncia, mas se deparou com mais obstáculos. O subtenente, com apoio de outros policiais, compareceu à delegacia e, segundo a vítima, tentou fazer com que ela fosse presa sem justificativa. Ela relatou o constrangimento vivido durante o processo.
Apesar do sofrimento, a professora ainda enfrenta dificuldades para obter uma medida protetiva contra o agressor. Segundo sua versão, a Deam encaminhou o pedido para outra delegacia, o que tem deixado a vítima vulnerável. A Polícia Militar informou que está apurando a conduta do policial através de sua Corregedoria, enquanto a Polícia Civil esclareceu que o caso não se enquadra na Lei Maria da Penha, o que impede a concessão imediata da medida protetiva.
O caso continua em investigação, com ambos os envolvidos apresentando versões conflitantes sobre o ocorrido. A situação levanta questões sobre a segurança nos condomínios e o papel da polícia no trato de conflitos dentro das comunidades residenciais.
Fonte: Midia Max