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Moradora condenada por ameaça em condomínio em Curitiba

Conflito entre residentes levou à intervenção judicial, evidenciando a importância de limites na convivência condominial

Moradora de condomínio em Curitiba é condenada por ameaça a vizinha
Foto: Foto: Reprodução

Moradora de condomínio em Santa Cândida é condenada por ameaças à síndica

Um caso de 2023, envolvendo conflitos entre moradores e a síndica Adriane Rocha em um condomínio no bairro Santa Cândida, em Curitiba (PR), ganhou um desfecho judicial nesta semana. Uma moradora foi condenada à detenção de um mês (substituída por prestação de serviços à comunidade) e ao pagamento de indenização de R$ 4 mil por danos morais, pelo crime de ameaça.

O episódio teve início em 16 de abril de 2023, quando a moradora teria intimidado a síndica durante uma briga, dizendo frases como:

“O seu está guardado, está na reta. Eu vou te bater, vou esfregar sua cara no chão.”

Testemunhas também relataram que a acusada afirmou:

“Ia dar um jeito na Adriane, ia mandar matar.”

A situação ganhou ainda mais repercussão em abril de 2024, quando a residência da síndica foi alvo de sete disparos de arma de fogo, que segundo o delegado Rogério Lopes, pareciam ser um “recado” para a vítima. Adriane Rocha acredita que o atentado esteja relacionado às desavenças com a mesma moradora e seu marido, motivadas por questões administrativas do condomínio, como aplicação de multas e cobrança de taxas.

“Eu tenho recebido várias ameaças, há mais de dois anos, por parte de moradores […] Eu acredito que é por ter regras no condomínio, multas, pagamento de taxas. Não sou rigorosa. Eu cumpro o regimento interno do condomínio, sigo isso, e as multas são aplicadas”, comentou a síndica na época.

Importante esclarecer que as decisões divulgadas nesta quarta-feira (4) referem-se apenas às ameaças ocorridas em abril de 2023, sem relação direta com o atentado a tiros, que segue em investigação. A condenação cível determinou a indenização, enquanto a criminal resultou na detenção substituída por serviços comunitários.

Além disso, outros episódios envolvendo a mesma moradora seguem sendo investigados. Segundo Rodrigo Cunha, advogado de Adriane, existem ainda quatro processos criminais em andamento decorrentes de outros conflitos com a acusada.

O caso também envolve o marido da moradora, preso em maio sob acusação de injúria racial contra uma conselheira do condomínio. A vítima relatou ter sido perseguida e xingada com ofensas raciais, motivadas por sua proximidade com a síndica.

O episódio evidencia os desafios da gestão condominial frente a conflitos interpessoais, reforçando a necessidade de regulamento interno, mediação e atuação judicial quando necessário, garantindo a segurança e a convivência pacífica entre os moradores.

Fonte: Banda B