Moradora coloca fogo no próprio apartamento durante surto psicótico em BH
Incêndio na cobertura de prédio no bairro Funcionários, em Belo Horizonte, mobiliza bombeiros e deixa alerta sobre riscos de acúmulo de materiais inflamáveis em residências

Um incêndio de grandes proporções atingiu, na manhã deste domingo (19), a cobertura de um edifício residencial localizado no bairro Funcionários, região Centro-Sul de Belo Horizonte (MG). Segundo informações do Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais (CBMMG), as chamas foram provocadas intencionalmente por uma moradora em surto psicótico.
De acordo com os militares que atenderam a ocorrência, a mulher, cuja identidade não foi revelada, teria iniciado o fogo dentro do próprio apartamento. O imóvel estava com grande quantidade de materiais inflamáveis acumulados, o que contribuiu para a rápida propagação das chamas, tornando a operação de combate mais complexa e perigosa.
A ação dos bombeiros foi fundamental para evitar que o incêndio se alastrasse para outros andares do edifício. Foram necessárias diversas viaturas e equipes especializadas para conter o fogo e garantir a evacuação segura do prédio. Apesar da intensidade do incêndio, não houve registro de feridos entre os demais moradores.
A moradora em surto foi socorrida por uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e encaminhada para avaliação médica. Ainda não há informações sobre seu estado de saúde nem sobre eventuais encaminhamentos psiquiátricos.
A Defesa Civil foi acionada para realizar vistoria técnica no imóvel e avaliar os danos estruturais. A perícia também deverá ser realizada para confirmar a origem do fogo e dimensionar os prejuízos.
O caso acende um alerta importante sobre a segurança em condomínios, especialmente em situações envolvendo moradores com transtornos mentais. Além disso, reforça a necessidade de fiscalização quanto ao acúmulo de objetos inflamáveis em áreas residenciais, o que representa risco não apenas ao morador, mas a toda a coletividade.
Especialistas recomendam que síndicos e administradores mantenham atenção constante às condições de salubridade e segurança dos apartamentos, promovam inspeções preventivas e, sempre que possível, acionem serviços de apoio social e psicológico quando houver indícios de comportamento descontrolado ou risco à coletividade.
Fonte: R7