Moradora chama síndico de “safado” em assembleia e é condenada a indenizá-lo por danos morais
Justiça do Rio Grande do Norte determina pagamento de R$ 2 mil após ofensas públicas durante reunião condominial em Parnamirim.

Uma reunião de condomínio em Parnamirim, na Região Metropolitana de Natal (RN), acabou se transformando em caso judicial após uma moradora chamar o síndico de “safado” e acusá-lo de “estar em complô com coisa errada” diante de outros condôminos. O episódio, ocorrido durante uma assembleia em junho de 2023, resultou em uma condenação por danos morais.
Decisão judicial
De acordo com a sentença do juiz José Ricardo Arbex, do 3º Juizado Especial Cível, Criminal e da Fazenda Pública de Parnamirim, a moradora deverá pagar R$ 2 mil de indenização ao síndico. O magistrado destacou que as ofensas ultrapassaram o limite da liberdade de expressão e atingiram diretamente a honra e a dignidade da vítima.
Ofensas registradas em vídeo
Durante o processo, um vídeo apresentado aos autos confirmou o momento em que as palavras foram proferidas. Além disso, testemunhas ouvidas pelo Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte (TJRN) reforçaram a versão do síndico. As ofensas, segundo o processo, também foram compartilhadas em grupos de mensagens após o encontro, ampliando a repercussão do caso.
Liberdade de expressão tem limites
Na decisão, o juiz ressaltou que divergências em assembleias são comuns, mas não justificam agressões verbais.
“A liberdade de expressão não se confunde com o direito de ofender. O debate condominial deve ocorrer dentro dos limites do respeito e da civilidade”, destacou o magistrado.
Contexto da discussão
O conflito teve início quando a moradora, ao tentar registrar presença na assembleia, foi informada de que estava inadimplente e, portanto, sem direito a voto. A negativa provocou a reação agressiva, culminando nas ofensas públicas.
Reflexão sobre convivência condominial
Casos como esse servem de alerta para síndicos e condôminos sobre a importância do respeito mútuo e da boa comunicação nas assembleias. Segundo especialistas em direito condominial, discussões sobre gestão e finanças devem ocorrer com base em dados e transparência, sem espaço para ataques pessoais.
Respeito é essencial na convivência
O episódio reforça que a convivência em condomínios exige equilíbrio emocional e respeito às normas de civilidade. Mesmo em momentos de tensão, os moradores devem preservar o diálogo construtivo — lembrando que, diante de câmeras e testemunhas, qualquer excesso pode ter consequências legais.
Fonte: O Tempo