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Moradora arrisca a vida ao limpar janela sem proteção em condomínio de Águas Claras (DF)

Vídeo mostra mulher caminhando sobre trilho da janela no 2º andar; especialistas alertam para riscos, responsabilidade legal e descumprimento da NR 35.

Moradora arrisca a vida ao limpar janela sem proteção em condomínio de Águas Claras (DF)
Foto: Foto: Reprodução

Moradora arrisca a vida ao limpar janela sem proteção em condomínio de Águas Claras

Uma mulher foi flagrada realizando uma limpeza extremamente perigosa em um condomínio de Águas Claras, no Distrito Federal. O vídeo, que começou a circular na quinta-feira (4/12), mostra a moradora em pé sobre o parapeito e caminhando pelo trilho da janela, no segundo andar do prédio, sem qualquer equipamento de proteção individual. Nas imagens, ela se inclina para alcançar os cantos do vidro, expondo-se a risco iminente de queda.

Na gravação, o homem que filma demonstra incredulidade com a cena. “Enquanto isso em Águas Claras, olha só que beleza. Se contar, ninguém acredita”, comenta. Em seguida, ao mostrar a altura da janela, acrescenta: “Olha só a altura! Que doidera, mermão”.

Apesar de a moradora ter concluído a limpeza sem incidentes, especialistas alertam que o ato poderia ter resultado em um acidente grave ou até fatal — especialmente porque uma queda desse tipo, mesmo em andares baixos, pode gerar fraturas severas ou óbito.

Limpeza em altura exige segurança rigorosa

A prática demonstrada no vídeo viola diretamente a NR 35, norma que regulamenta atividades em altura no Brasil. Segundo a regra, qualquer trabalho acima de dois metros exige o uso obrigatório de EPIs, incluindo:

  • Cinto de segurança tipo paraquedista
  • Linha de vida ou ponto de ancoragem
  • Sistemas de proteção certificados

A norma também determina planejamento prévio, análise de risco e treinamento.

Riscos e responsabilidades legais

Realizar limpeza de vidros em altura sem proteção coloca em risco não apenas o morador, mas também pedestres, funcionários e outras pessoas que estejam próximas ao edifício. Em caso de queda, o condomínio pode ser envolvido em processos civis, e a responsabilidade pode recair sobre moradores, profissionais e até administradores, dependendo das circunstâncias.

Registros de acidentes envolvendo empregados domésticos e moradores durante limpezas inadequadas são infelizmente comuns. Em diversos casos, quedas ocorreram justamente porque os procedimentos de segurança foram ignorados.

Condomínios devem agir preventivamente

Para especialistas em gestão condominial e segurança do trabalho, a orientação é clara: condomínios devem reforçar, por meio de comunicados internos e campanhas educativas, que moradores não podem realizar limpezas externas sem equipamento adequado. Alguns edifícios já contam com cláusulas específicas na convenção ou no regulamento interno para coibir condutas que coloquem vidas em risco.

Além disso, recomenda-se indicar empresas especializadas quando há necessidade de limpeza externa, garantindo procedimento seguro e conforme normas vigentes.

O episódio reforça a importância de uma cultura de segurança dentro dos condomínios. Atitudes simples, mas imprudentes, podem gerar consequências irreversíveis — e a prevenção continua sendo o melhor caminho.

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Fonte: Metrópoles