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Fogos disparados de apartamento assustam moradores em Ribeirão Preto

Disparo de fogos em prédio residencial gerou susto, acionamento da polícia e reforçou alerta sobre proibição no estado de São Paulo

Morador solta fogos da janela de apartamento e assusta vizinhos em Ribeirão Preto
Foto: Foto: Reprodução

Um episódio envolvendo o uso irregular de fogos de artifício dentro de um condomínio residencial chamou a atenção de moradores de Ribeirão Preto, no interior de São Paulo. Na noite de terça-feira (30), um morador lançou fogos a partir da janela de seu apartamento, causando susto, barulho intenso e apreensão entre vizinhos da região da Ribeirânia.

Imagens gravadas por moradores mostram o momento em que os fogos são disparados em direção à rua, partindo diretamente do interior do imóvel. O barulho pôde ser ouvido em diversos pontos do bairro e assustou moradores, incluindo crianças, idosos e animais de estimação. A Polícia Militar foi acionada e compareceu ao local para atender à ocorrência.

De acordo com a administração do condomínio, o episódio foi considerado atípico e gerou grande preocupação entre os moradores. A equipe de segurança acompanhou a abordagem realizada pelos policiais, que orientaram o responsável sobre a irregularidade da conduta e os riscos envolvidos. O condomínio informou ainda que adotou providências administrativas e jurídicas para apurar o ocorrido e evitar que situações semelhantes voltem a acontecer.

A prática de soltar fogos com estampido é proibida no estado de São Paulo desde a entrada em vigor da Lei Estadual nº 17.389/2021. A legislação veta a fabricação, comercialização, transporte e uso de fogos que produzam ruído, tanto em ambientes públicos quanto privados, incluindo condomínios residenciais. O descumprimento pode gerar multa superior a R$ 5 mil, além de outras sanções cabíveis.

A norma tem como objetivo proteger pessoas sensíveis a ruídos intensos, como idosos, crianças, pessoas com transtorno do espectro autista, além de animais domésticos. Especialistas em gestão condominial reforçam que cabe aos síndicos orientar os moradores, fiscalizar condutas e agir com rapidez diante de situações que coloquem em risco a segurança e o bem-estar coletivo.

O caso reacende o debate sobre responsabilidade individual dentro dos condomínios e a importância do cumprimento das normas internas e da legislação vigente. A convivência harmoniosa depende do respeito às regras e da consciência de que atitudes individuais podem impactar diretamente toda a coletividade.

Fonte: G1