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Morador sofre ameaças por conluio em condomínio

Intimidações teriam começado após discordâncias em assembleias e cobranças de taxas extras, gerando insegurança entre vizinhos

Morador relata ameaças em condomínio de Arniqueira por conluio com síndico
Foto: Foto: Reprodução

Um morador de condomínio em Arniqueira, região administrativa do Distrito Federal, relata que vem sofrendo ameaças há quase um ano por outro condômino, que, segundo ele, age em conluio com o síndico do prédio. De acordo com o relato, as intimidações teriam começado após discordâncias em assembleias e cobranças de valores referentes a multas e taxas extras, afetando a rotina do residente e gerando insegurança entre vizinhos.

O caso evidencia uma situação delicada de conluio, quando decisões tomadas pelo síndico favorecem exclusivamente um condômino em detrimento da coletividade. Especialistas em direito imobiliário alertam que tais práticas podem violar o regulamento interno do condomínio e a Lei nº 4.591/64, conhecida como Lei dos Condomínios, além de configurar crime previsto no Código Penal, artigo 147.

Para proteger os direitos, recomenda-se o registro de boletim de ocorrência e a adoção de medidas judiciais cautelares, como pedidos de liminar ou medida protetiva, a fim de coibir novas intimidações. O síndico, responsável pela administração do condomínio, deve agir com imparcialidade, zelar pelas áreas comuns, aplicar as regras aprovadas em assembleia e manter a transparência na gestão.

Caso haja suspeita de favorecimento, os condôminos podem convocar assembleia extraordinária para destituir o síndico ou aprovar prestação de contas especial. As convenções condominiais garantem o direito de voto de cada unidade e a possibilidade de impugnar decisões irregulares, assegurando fiscalização efetiva.

Além do aspecto jurídico, o conflito interno impacta a convivência diária, elevando o estresse dos moradores e podendo afetar o mercado imobiliário local. Mecanismos de mediação, como grupos de WhatsApp, reuniões presenciais e administradoras especializadas, podem fortalecer a governança condominial e reduzir abusos de poder.

O morador de Arniqueira espera, com apoio de outros condôminos e orientação jurídica, reverter o quadro de ameaças e restabelecer um ambiente pacífico, enquanto a comunidade acompanha atentamente os desdobramentos do caso, reforçando a importância de regras claras e de um síndico comprometido com o interesse coletivo, sem favorecimentos ou conluios.

Fonte: Metropolés