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Suspeito alega medo após homicídio

Suspeito afirmou à Polícia Civil que vinha tendo desentendimentos com a vítima e alegou ter cometido o crime por receio de uma agressão

Morador preso por matar funcionário de condomínio diz que agiu por medo de ser atacado
Foto: Foto: Reprodução

Morador preso por matar funcionário de condomínio alegou à polícia que agiu por medo de ser atacado

O morador preso pela morte do funcionário de manutenção Rafael Santos Souza, de 35 anos, conhecido como "Cajuzinho", afirmou à Polícia Civil do Amazonas que cometeu o crime por medo de ser atacado pela vítima. A declaração foi dada durante depoimento prestado na Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS), após o suspeito se apresentar espontaneamente às autoridades.

Segundo o delegado Fábio Silva, responsável pelas investigações, o investigado relatou que mantinha uma série de desentendimentos com Rafael e afirmou que teria sido ameaçado anteriormente. Em razão disso, disse que passou a andar com uma faca por precaução.

O homicídio ocorreu na última quarta-feira (24), dentro do Residencial Conjunto Tocantins, em Manaus. De acordo com a Polícia Civil, Rafael foi perseguido pelo morador nas dependências do condomínio e atingido por um golpe de faca no peito, que alcançou o coração. O funcionário morreu ainda no local.

Após o crime, o suspeito fugiu para uma área de mata nas proximidades do condomínio, onde permaneceu escondido por cerca de dois dias. Durante o depoimento, ele contou que estava com fome, demonstrou arrependimento e informou aos investigadores que descartou a faca utilizada no crime em um igarapé, local que deverá passar por buscas da polícia.

As investigações também apontam que o morador já possuía histórico de conflitos dentro do residencial. Segundo a polícia, ele admitiu ser usuário de drogas e afirmou que mantinha constantes desentendimentos com trabalhadores e com a síndica do condomínio. Além disso, havia registro anterior relacionado ao uso de entorpecentes.

A Polícia Civil continuará ouvindo testemunhas, analisando imagens de câmeras de segurança e confrontando o depoimento do investigado com as demais provas produzidas durante o inquérito. A versão apresentada pelo suspeito será submetida à análise da investigação e da Justiça.

O caso provocou forte comoção entre moradores e profissionais do condomínio e reacendeu o debate sobre segurança, mediação de conflitos e adoção de medidas preventivas para lidar com situações envolvendo moradores com histórico de comportamento agressivo.

Para especialistas em gestão condominial, episódios como esse reforçam a importância do registro formal de ocorrências, da comunicação imediata às autoridades diante de ameaças e da implementação de protocolos capazes de proteger funcionários, moradores e prestadores de serviço.

Fonte: Amazonas Atual