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Morador é multado por matar lagarto em condomínio

Polícia Militar Ambiental autuou o morador após denúncia anônima indicar a morte de um teiú no Condomínio Lago Azul, em Buritama

Morador é multado em R$ 500 por matar lagarto silvestre em condomínio no interior de SP
Foto: Imagem ilustrativa

Morador é multado em R$ 500 por matar lagarto silvestre dentro de condomínio em Buritama (SP)

A Polícia Militar Ambiental de Buritama, cidade localizada na região de Araçatuba, interior de São Paulo, multou um morador do Condomínio Lago Azul após ele ser acusado de matar um lagarto da espécie teiú — um animal silvestre protegido por lei. O caso foi registrado nesta quarta-feira (12) e mobilizou equipes ambientais após uma denúncia anônima.

Segundo a ocorrência, os policiais receberam informações de que um homem teria matado o animal e descartado o corpo em um terreno dentro do condomínio. Ao chegarem ao local indicado, as autoridades encontraram o réptil já sem vida e em avançado estado de decomposição.

Durante as investigações, a Polícia Ambiental teve acesso a imagens de câmeras de segurança próximas ao ponto onde o corpo foi localizado. As gravações mostraram o trajeto do morador suspeito, que aparece carregando o teiú nas mãos e caminhando até uma área de descarte de entulho do condomínio.

Versão do morador e autuação
Ao ser abordado, o morador admitiu ter matado o animal, mas alegou que o fez após o cachorro da residência atacar o lagarto, causando ferimentos graves. Segundo ele, o ato teria sido uma forma de “encerrar o sofrimento do animal”.

Mesmo com a justificativa, a Polícia Ambiental lavrou um Auto de Infração Ambiental, com multa simples de R$ 500, valor previsto em lei para casos de morte de animal silvestre. A legislação federal (Lei nº 9.605/1998 – Lei de Crimes Ambientais) proíbe a caça, captura ou eliminação de qualquer espécie da fauna silvestre sem autorização do órgão competente, e enquadra a conduta como infração ambiental.

O caso também será encaminhado ao Distrito Policial de Buritama, e o morador foi orientado a comparecer ao Atendimento Ambiental para prestar novos esclarecimentos.

Autoridades reforçam conscientização ambiental
De acordo com os agentes da Polícia Ambiental, o episódio reforça a importância da convivência pacífica com animais silvestres em áreas urbanizadas. O teiú é uma espécie comum na região noroeste paulista, sendo considerada inofensiva ao ser humano e de grande importância ecológica, já que ajuda no controle de pragas e na dispersão de sementes.

“O animal silvestre, mesmo quando aparece em áreas residenciais, deve ser deixado em paz ou encaminhado aos órgãos competentes. Em hipótese alguma o morador deve tentar capturar ou matar o bicho por conta própria”, explicou um dos policiais ambientais que atuou na ocorrência.

Repercussão e alertas legais
Especialistas em direito ambiental destacam que, ainda que o morador alegue ter agido por piedade, a legislação é clara ao proibir qualquer forma de abate de animal silvestre sem autorização. O advogado ambientalista Rogério Campos comenta que “em situações como essa, o morador deve acionar imediatamente a Polícia Ambiental ou o Corpo de Bombeiros. A morte, mesmo com a intenção de evitar sofrimento, caracteriza infração ambiental e pode gerar multa e responsabilização criminal”.

O caso segue sendo acompanhado pelas autoridades ambientais e serve de alerta para moradores de condomínios próximos a áreas de vegetação, onde a presença de animais silvestres é frequente.

O teiú e sua importância ecológica
O teiú (Salvator merianae) é um dos maiores lagartos da fauna brasileira e costuma se alimentar de frutas, insetos e pequenos animais. Apesar do tamanho e aparência imponente, o réptil não é agressivo, atacando apenas se sentir ameaçado. Ele desempenha papel essencial no equilíbrio dos ecossistemas, contribuindo para o controle biológico e a saúde ambiental de áreas naturais e urbanas.

O episódio evidencia a necessidade de maior conscientização sobre a fauna silvestre em condomínios residenciais, além de políticas de educação ambiental voltadas para a convivência segura e responsável entre humanos e animais.

Fonte: Sampi.net