Morador é acusado de injúria, som alto e ameaças após tumulto em condomínio de Nova Mutum (MT)
Síndica relata medo por segurança após ofensas e intimidações; Polícia Militar foi acionada três vezes e caso segue para as autoridades competentes.

Moradores de um condomínio em Nova Mutum (MT) acionaram a Polícia Militar na noite de sábado (22) após uma sequência de transtornos envolvendo som alto, ofensas verbais e ameaças supostamente praticadas por um morador. O caso ocorreu por volta das 20h55, no residencial localizado na Rua dos Gerivás, e mobilizou a equipe policial em uma ocorrência marcada por resistência e acusações de injúria.
Segundo informações da sindicância, o morador já havia sido notificado três vezes para reduzir o volume do som durante uma festa na unidade, mas se recusou a cumprir as orientações. Vídeos enviados pelos moradores à PM registraram xingamentos direcionados à síndica e a outros residentes, incluindo expressões ofensivas como “mal amada” e termos de baixo calão.
Relatos indicam que durante o evento foram proferidas frases desrespeitosas, incluindo insinuações sobre o comportamento de moradores solteiros, sugerindo que deveriam “se juntar e forunfar”. As declarações ampliaram o clima de hostilidade e motivaram o acionamento imediato da Polícia Militar.
Ao chegar no condomínio, a equipe informou ao morador sobre a necessidade de confeccionar um Termo Circunstanciado devido às infrações cometidas. O suspeito não aceitou a medida, tentou impedir a apreensão do equipamento de som e se posicionou de forma ameaçadora diante dos policiais. Ele também declarou que filmaria toda a ação e que representaria contra os agentes caso a apreensão fosse realizada.
A síndica declarou temer pela própria integridade, afirmando que este não é o primeiro episódio envolvendo o mesmo morador. Segundo ela, a situação se agrava pelo fato de residir sozinha parte do dia, motivo pelo qual solicitou medidas protetivas diante das ameaças recebidas.
Na delegacia, o suspeito novamente proferiu intimidações, inclusive tentando negociar para que a síndica desistisse da representação formal. Ele também se recusou a entregar o celular para registro do boletim, resultando na apreensão do aparelho devido à continuidade das ameaças.
Moradores que acionaram a Polícia Militar manifestaram interesse em prosseguir com a representação criminal. O caso foi encaminhado à Polícia Civil para adoção das medidas legais cabíveis, incluindo análise dos crimes de injúria, ameaça e perturbação do sossego.
A ocorrência reacende a discussão sobre convivência saudável em ambientes condominiais, reforçando a importância de protocolos claros, cumprimento das normas internas e apoio imediato da autoridade policial quando a segurança coletiva é ameaçada.
Fonte: PowerMix