Morador denuncia síndica por ameaças e perseguição no DF
Caso ocorreu em Taguatinga Norte e envolve acusações de ameaças, perseguição, ofensas homofóbicas e divulgação de imagens do morador

Caso ocorreu em Taguatinga Norte e envolve acusações de ameaças, perseguição, ofensas homofóbicas e divulgação de imagens do morador
Um conflito entre moradores e a síndica de um prédio em Taguatinga Norte, no Distrito Federal, foi parar na Justiça após um morador denunciar que estaria sendo vítima de ameaças, perseguição e ofensas homofóbicas. O caso resultou na determinação de medida protetiva contra a síndica, identificada como Joanilda de Freitas Cordeiro.
Segundo Luciano Vasco, os problemas começaram depois que ele e o companheiro deixaram um apartamento que alugavam da síndica e se mudaram para outra unidade localizada no mesmo corredor do prédio.
Conflito teria começado após mudança de apartamento
De acordo com o relato do morador, a situação teria se agravado depois que o cachorro dele entrou no antigo apartamento, que já havia sido alugado para outra pessoa.
Luciano afirma que, a partir desse episódio, passou a receber ofensas e teria sido acusado pela síndica de entrar no imóvel e retirar objetos. Ele também relata que a mulher teria feito comentários ofensivos relacionados à orientação sexual dele e do companheiro.
Morador levou provas à polícia
O caso foi levado à Polícia Civil, onde Luciano apresentou áudios e outros arquivos que, segundo ele, comprovariam parte das situações relatadas.
A ocorrência foi registrada como ameaça, injúria e difamação. Entre os elementos apresentados estão relatos relacionados à utilização de câmeras, divulgação de imagens do morador na internet e supostas ofensas homofóbicas.
Síndica negou as acusações
A síndica negou as acusações apresentadas pelo morador às autoridades. A reportagem também tentou contato com Joanilda, mas ela não atendeu às ligações.
Justiça determinou medida protetiva
Diante do caso, a Justiça determinou, em junho, que Joanilda não frequentasse o prédio e não mantivesse contato com o casal.
Segundo o Ministério Público, a determinação teria sido descumprida no dia seguinte à intimação. Em 12 de julho, a síndica foi levada à delegacia após ser encontrada no prédio e, dias depois, teve a prisão preventiva decretada.
Síndica foi solta em agosto
Joanilda foi solta em 3 de agosto, mas a proibição de contato com o casal permaneceu mantida pela Justiça.
Luciano, entretanto, afirma que a síndica continuaria frequentando o prédio mesmo após as determinações judiciais.
Conflitos condominiais exigem atenção
O caso chama atenção para situações em que conflitos entre moradores e administradores de condomínios ultrapassam divergências relacionadas às regras de convivência e passam a envolver ameaças, perseguição ou outras possíveis práticas ilícitas.
Nessas circunstâncias, a administração condominial deve evitar que o conflito seja tratado apenas como uma questão interna do condomínio, especialmente quando houver risco à integridade ou à segurança das pessoas envolvidas.
Caso reforça importância de preservar provas
Registros de mensagens, áudios, imagens de câmeras de segurança e outros elementos podem ser importantes para esclarecer a dinâmica de um conflito e auxiliar as autoridades na apuração dos fatos.
A situação também reforça a necessidade de síndicos e moradores conhecerem seus direitos, deveres e limites legais, buscando os canais adequados sempre que uma divergência deixar de ser apenas uma questão de convivência.
No caso de Taguatinga Norte, a investigação e as medidas determinadas pela Justiça seguem como parte do processo de apuração das acusações apresentadas pelo morador.
Fonte: G1