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Brasil supera 700 mil corretores de imóveis

Número de profissionais cresceu pelo menos 7,7% em um ano, enquanto tecnologia, conteúdo e relacionamento ganham espaço na corretagem de imóveis

Mercado imobiliário supera 700 mil corretores e exige profissionais cada vez mais especializados
Foto: Foto: Reprodução

O mercado imobiliário brasileiro ultrapassou a marca de 700 mil corretores de imóveis registrados em 2026, segundo dados divulgados pelo Sistema COFECI-CRECI. O número representa um crescimento de pelo menos 7,7% em relação aos cerca de 650 mil profissionais registrados em 2025.

O avanço ocorre em meio a uma transformação no perfil da profissão. Se o registro profissional continua sendo requisito fundamental para atuar na corretagem, o mercado passou a exigir dos profissionais um conjunto mais amplo de competências.

Conhecer o público, acompanhar as novas tecnologias, produzir conteúdo, construir uma marca pessoal e manter relacionamentos presenciais e digitais estão entre as habilidades que ganharam importância na atividade.

Tecnologia transforma atuação dos corretores

A digitalização passou a fazer parte de praticamente todas as etapas da comercialização de imóveis, desde a prospecção de clientes até a apresentação das propriedades e o fechamento dos negócios.

Nesse cenário, o corretor deixou de atuar apenas como intermediador entre comprador e vendedor. A capacidade de interpretar o mercado, compreender as necessidades do cliente e utilizar ferramentas digitais passou a ser um diferencial competitivo.

A presença nas redes sociais também ganhou espaço. Segundo a análise publicada pela Gazeta do Povo, o profissional precisa estar confortável diante das câmeras e ser capaz de transformar conhecimento sobre o mercado em conteúdo capaz de atrair e informar potenciais clientes.

Apesar da transformação tecnológica, o relacionamento continua sendo considerado um dos pilares da profissão.

“O mercado imobiliário será cada vez mais digital, mas permanecerá sempre baseado em confiança, relacionamento e experiência presencial. A vantagem competitiva pertencerá a quem conseguir integrar tecnologia e habilidades humanas”, afirmou o presidente do Sistema COFECI-CRECI, João Teodoro da Silva.

Para o dirigente, o corretor contemporâneo precisa ir além do domínio das ferramentas digitais e assumir uma posição mais próxima da de um consultor.

Perfil profissional também está mudando

A transformação da carreira aparece também no nível de qualificação dos profissionais. Dados da pesquisa mais recente do Sistema COFECI-CRECI sobre o perfil da categoria, realizada em 2024, apontam uma presença maior de profissionais graduados e pós-graduados.

A categoria também apresenta diferentes experiências e repertórios. Segundo o levantamento, 33% dos corretores afirmam falar outros idiomas, enquanto 96% relatam orgulho da profissão e 83% afirmam estar satisfeitos com a atividade.

A profissão, entretanto, ainda apresenta predominância masculina. Os homens representam cerca de 68% da categoria, embora a participação feminina esteja crescendo e contribuindo para a mudança do perfil histórico da atividade.

São Paulo concentra o maior número de corretores do país, enquanto o Paraná ocupa a quinta posição entre os estados.

Corretagem busca novo posicionamento

O crescimento para mais de 700 mil profissionais evidencia a dimensão da atividade no mercado imobiliário brasileiro, mas também aumenta a concorrência dentro da categoria.

Nesse ambiente, a especialização aparece como uma das estratégias para diferenciação. O corretor que conhece profundamente determinado segmento, região ou perfil de cliente pode construir uma atuação mais direcionada e desenvolver uma marca própria.

A tecnologia, por sua vez, amplia as possibilidades de prospecção e comunicação, mas não elimina a necessidade de confiança e relacionamento.

Com a expansão do número de profissionais e a transformação no comportamento dos consumidores, a corretagem de imóveis entra em uma nova fase, na qual conhecimento de mercado, especialização, presença digital e capacidade de estabelecer relações de confiança passam a caminhar juntos.

Fonte: Gazeta do Povo