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Mercado imobiliário em alta em SP: Márcio Rachkorsky alerta sobre cuidados na compra da casa própria e direitos em caso de atraso

Advogado especializado em condomínios, Márcio Rachkorsky, orienta compradores sobre planejamento financeiro, cláusulas contratuais e garantias legais na aquisição de imóveis em São Paulo.

Mercado imobiliário em alta em SP: Márcio Rachkorsky alerta sobre cuidados na compra da casa própria e direitos em caso de atraso
Foto: Imagem ilustrativa

Mercado imobiliário em alta em SP: especialista alerta sobre cuidados na compra da casa própria e direitos em caso de atraso

Com o reaquecimento do mercado imobiliário em São Paulo, o número de lançamentos e compradores voltou a crescer. Entretanto, o aumento da procura também trouxe dúvidas sobre segurança jurídica, convivência e direitos de quem decide investir na casa própria.

O advogado Márcio Rachkorsky, especialista em condomínios e consultor da Associação das Administradoras de Bens Imóveis (AABIC), destacou os principais cuidados que compradores devem adotar antes e depois de assinar um contrato imobiliário.

Planejamento e cautela são essenciais
Rachkorsky alerta que cerca de 15% dos contratos imobiliários são desfeitos antes da entrega das chaves, principalmente por falta de planejamento financeiro.

“Você não pode sair para comprar pão e voltar com um contrato de apartamento. É uma decisão de longo prazo”, afirmou o advogado.

Ele recomenda que o comprador avalie sua renda, consulte um advogado ou contador e verifique o histórico da construtora, visitando outros empreendimentos já entregues.

Atraso na entrega: o que fazer
A construtora tem direito a um prazo de tolerância de até seis meses além da data prevista em contrato. Após esse período, o comprador pode exigir multa ou indenização.

“O atraso pode estar ligado a entraves burocráticos, mas o consumidor não deve deixar de formalizar a cobrança”, explica Rachkorsky.

Desistência e perdas financeiras
Em caso de desistência da compra, a construtora pode reter até 30% do valor pago. O especialista ressalta que o sistema não prevê arrependimento sem custo.

“É uma relação de longo prazo e precisa de responsabilidade”, afirma.

Patrimônio de afetação: uma proteção ao comprador
O advogado explica que esse mecanismo separa o dinheiro da obra do caixa da construtora, garantindo que os recursos do empreendimento sejam usados exclusivamente naquela construção — protegendo o comprador em caso de falência da empresa.

🏠 Garantias de um imóvel novo
Os prazos variam conforme o tipo de problema:

  • 90 dias para defeitos aparentes (pintura, acabamento);
  • 2 anos para falhas em instalações elétricas e hidráulicas;
  • 5 anos para vícios estruturais.

Promessas do corretor só valem se estiverem no contrato

“O corretor pode falar o que quiser, mas só o contrato tem validade jurídica”, enfatiza Rachkorsky.
O comprador deve exigir que metragem, vagas de garagem e áreas de lazer estejam formalmente descritas no documento.

Trabalhar em casa dentro do condomínio: pode ou não?
De acordo com o especialista, atividades sem barulho ou fluxo de pessoas são permitidas, mas empreendimentos com impacto coletivo, como salões de beleza ou cozinhas industriais, não podem funcionar em unidades residenciais.

Vender ou alugar: qual o melhor negócio?
Se o imóvel estiver quitado, alugar pode ser vantajoso.

“Se o valor do aluguel cobre a parcela de um novo financiamento, é um bom negócio. Caso contrário, é preciso reavaliar”, orienta o advogado.

Conselho final: comprar exige calma e planejamento

“Comprar um imóvel é como casar: é uma decisão pra vida toda. Então, precisa ser feita com calma, segurança e planejamento”, conclui Rachkorsky.

O alerta do especialista reforça a importância de informação e prudência em um momento em que o mercado volta a aquecer. Para quem busca estabilidade e segurança, o conhecimento jurídico e o planejamento financeiro são aliados indispensáveis.

Fonte: G1