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Linha de cerol fere criança em condomínio de Camaragibe

Criança de 10 anos andava de bicicleta com os pais quando foi atingida e precisou levar 11 pontos no pescoço

Menino tem pescoço cortado por linha de cerol em área comum de condomínio em Camaragibe
Foto: Imagem Reprodução

Um grave acidente envolvendo o uso de linha com cerol dentro de um condomínio residencial em Camaragibe, na Região Metropolitana do Recife, acendeu um alerta sobre segurança em áreas comuns e a responsabilidade coletiva na prevenção de riscos. Um menino de 10 anos teve o pescoço cortado enquanto andava de bicicleta acompanhado dos pais.

O caso aconteceu na quarta-feira (17), no bairro de Aldeia, próximo a uma área de mata. Imagens de câmeras de segurança mostram a criança pedalando pelo condomínio quando, em determinado momento, é atingida pela linha de cerol, material feito com cola e vidro, com alto poder cortante. Após o impacto, o menino cai no chão.

A criança foi identificada como Theo Dantas. Segundo a família, ele precisou ser levado a um hospital particular no Centro do Recife, onde recebeu 11 pontos no pescoço. O estado de saúde do garoto é estável, mas o ferimento ficou a milímetros de regiões vitais, conforme relato médico aos familiares.

Um segundo registro em vídeo mostra o pai carregando o filho nos braços enquanto a mãe corre para buscar o carro.

“Até aquele momento de eu colocar ele no chão, eu achava que iria perder ele, que seria fatal, porque você só vê acidente de cerol fatal”, relatou o pai, Tiago Lucas, piloto de helicóptero.

A mãe, Mirella Dantas, analista judiciária, afirmou que o corte ficou muito próximo “de muita coisa importante”.

Theo contou que sentiu uma forte sensação de ardência no momento do acidente.

“Eu senti que estava queimando. Então eu freei a bike e foi assim que eu caí”, disse.

Apesar de afirmar que ficou menos assustado que os pais, o menino revelou receio de voltar a pedalar no mesmo local do condomínio.

Além da sutura, os médicos prescreveram antibiótico e reforço da vacina antitetânica. A família passou a pesquisar equipamentos de proteção, como antenas cortantes e capacetes, para futuras atividades ao ar livre.

O uso de cerol e da chamada linha chilena, que contém quartzo ou alumínio, é proibido em Pernambuco por leis estaduais, que também vedam soltar pipas próximas a redes elétricas. As normas preveem multas, apreensão de materiais e até responsabilização criminal.

Em nota, a Prefeitura de Camaragibe informou que realiza campanhas educativas por meio da Guarda Municipal para conscientizar a população sobre os perigos dessas práticas, inclusive com a distribuição gratuita de antenas de proteção para motociclistas.

O episódio ocorreu dois dias antes da morte de um motociclista no Recife, vítima de acidente semelhante, reforçando a necessidade de ações preventivas, fiscalização e envolvimento da gestão condominial para garantir a segurança nas áreas comuns e evitar tragédias anunciadas.

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Fonte: G1