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Menina autista cai do 5º andar em SP; pais são presos

Criança estava sozinha no apartamento quando caiu na zona leste de São Paulo; imagens de câmeras do condomínio contradizem versões apresentadas pelos pais

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Menina de 6 anos caiu após ser deixada sozinha em apartamento na zona leste · Foto: Reprodução

Menina autista de 6 anos cai do 5º andar de prédio em SP; pais são presos

Uma menina autista de 6 anos caiu do quinto andar de um prédio residencial no bairro Jardim Bonifácio, na zona leste de São Paulo. O caso aconteceu na segunda-feira (26), enquanto a criança estava sozinha no apartamento. Os pais foram presos sob suspeita de abandono de incapaz com resultado de lesão corporal grave.

Segundo informações divulgadas pela Record e por outros veículos de imprensa, imagens das câmeras de segurança do condomínio registraram os deslocamentos do casal antes do acidente. Os registros também foram utilizados pela polícia para confrontar as versões apresentadas pelos responsáveis.

Câmeras do condomínio registraram saídas dos pais

De acordo com as informações divulgadas sobre a investigação, as imagens mostram os pais deixando o condomínio sem a filha por volta das 12h17. O casal retornou às 16h01, mas saiu novamente cerca de 14 minutos depois.

A queda ocorreu por volta das 17h12. Os pais só voltaram ao prédio às 17h27, aproximadamente 15 minutos depois do acidente.

Os registros de segurança tiveram papel importante na apuração, pois ajudaram os investigadores a reconstruir os horários e a verificar as informações fornecidas pelos responsáveis.

Relatos dos responsáveis apresentaram contradições

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Os pais, ambos de 33 anos, foram presos em flagrante. Reorodução

Durante a investigação, os pais apresentaram versões diferentes sobre quem estava cuidando da menina e por que ela ficou sozinha no apartamento.

Inicialmente, o pai teria afirmado que o casal saiu para fazer compras e deixou a filha dormindo. Posteriormente, apresentou outra versão, segundo a qual teria saído sozinho enquanto a mãe permanecia com a criança.

A mãe também apresentou relatos divergentes. Em uma das versões, afirmou que estava no imóvel quando a menina caiu. Depois, disse que havia saído para procurar o marido após uma discussão, deixando a filha dormindo.

As divergências foram consideradas pela polícia durante a apuração das circunstâncias do caso.

Criança foi socorrida e levada ao hospital

Após a queda, a menina foi encontrada na área externa do condomínio e recebeu ajuda. Um morador acionou as equipes de socorro, e a criança foi encaminhada ao Hospital Santa Marcelina, em Itaquera.

Segundo informações divulgadas pela imprensa, a menina passou por cirurgia. O estado de saúde atualizado não foi detalhado na reportagem da Record publicada em 28 de outubro.

A polícia também apura a possibilidade de a criança ter tentado utilizar um guarda-chuva para imitar uma cena de desenho animado. O objeto foi encontrado próximo a ela após a queda, segundo relatos divulgados sobre a investigação. Essa hipótese integra as informações apuradas, mas não deve ser tratada como uma conclusão definitiva sobre o que aconteceu.

Pais foram presos por suspeita de abandono de incapaz

Os responsáveis foram presos sob suspeita de abandono de incapaz com resultado de lesão corporal grave. A investigação está a cargo do 63º Distrito Policial, na Vila Jacuí, em São Paulo.

Conforme informações divulgadas em 27 de outubro, a Justiça converteu as prisões em flagrante em preventivas após a audiência de custódia.

O caso também passou a ser acompanhado pelo Conselho Tutelar, que atua na proteção dos direitos da criança e na avaliação das medidas necessárias para garantir sua segurança.

Caso chama atenção para a segurança infantil em apartamentos

O episódio evidencia os riscos aos quais crianças podem ser expostas quando permanecem sem supervisão adequada, especialmente em apartamentos localizados em andares elevados.

A instalação de telas, grades ou outros dispositivos de proteção nas janelas pode ajudar a reduzir o risco de quedas acidentais. Essas medidas, porém, não substituem a supervisão de um adulto responsável.

Em condomínios residenciais, câmeras de segurança e o acionamento rápido dos serviços de emergência também podem contribuir para o esclarecimento de ocorrências e para o atendimento às vítimas.

A investigação busca esclarecer as circunstâncias da queda e as responsabilidades envolvidas. Até que haja uma conclusão judicial definitiva, os fatos devem ser apresentados com base nas informações apuradas pelas autoridades.