Pular para o conteúdo
Noticias

Megaoperação da Compesa identifica furto de 10,3 milhões de litros de água em condomínio de luxo, chácaras e clube em Caruaru

Com apoio das forças de segurança, operação flagra 132 ligações clandestinas em imóveis de alto padrão e aplica multas que ultrapassam R$ 150 mil; quatro pessoas foram presas.

Megaoperação da Compesa identifica furto de 10,3 milhões de litros de água em condomínio de luxo, chácaras e clube em Caruaru
Foto: Foto: Reprodução

A Companhia Pernambucana de Saneamento (Compesa), em uma ação integrada com a Polícia Civil, Polícia Militar, Corpo de Bombeiros, Secretaria da Fazenda, Vigilância Sanitária, Neoenergia e Instituto de Criminalística, identificou 132 ligações clandestinas de água em Caruaru, no Agreste de Pernambuco. A operação resultou na descoberta de um desvio mensal superior a 10,3 milhões de litros de água, volume suficiente para abastecer mais de mil residências durante 30 dias.

A força-tarefa teve como foco bairros e comunidades que apresentavam alto índice de reclamações por falta de abastecimento, incluindo Cidade Alta, Sítio Torres/Rendeiras, Universitário, Loteamento Juriti, Lajes, Jacaré, Umburana, Gonçalves Ferreira e Taquara.

Condomínio de luxo entre os principais alvos

Um dos pontos mais críticos da operação foi um condomínio de alto padrão, onde foram detectadas 70 unidades em construção com ligações clandestinas. Segundo a Compesa, os imóveis vinham desviando cerca de 1,5 milhão de litros de água por mês há três anos, causando impacto direto no fornecimento de água para os bairros vizinhos Amilson Afonso e Fernando Lyra.

Além das irregularidades na captação, o condomínio foi autuado com multas que ultrapassam R$ 151 mil, e a dívida foi protestada em cartório, resultando em restrição por inadimplência.

Clubes, chácaras, supermercado e haras também praticavam desvio

Durante a operação, também foram flagradas ligações clandestinas em um clube com piscina, onde a água desviada abastecia diretamente as instalações de lazer. Em outro ponto, um supermercado havia adulterado o hidrômetro, reduzindo artificialmente o consumo registrado e aumentando o volume furtado.

Em Sítio Torres, a situação era ainda mais alarmante: um haras e pelo menos 15 chácaras operavam com ramais clandestinos de água, consumindo ilegalmente um volume significativo do sistema.

Prisões e implicações legais

A operação resultou na prisão de quatro pessoas, sendo duas diretamente envolvidas em desvios que afetavam o abastecimento da localidade de Gonçalves Ferreira, que recentemente recebeu investimento de R$ 410 mil em um novo sistema de distribuição.

As prisões foram embasadas no Código Penal Brasileiro, com base nos artigos 155 (furto) e 265 (atentado ao funcionamento de serviço público essencial). As penas previstas variam de 1 a 5 anos de reclusão, além de multas que podem alcançar até R$ 50 mil.

Impacto social e risco à segurança hídrica

De acordo com a Compesa, o esquema criminoso prejudicava diretamente milhares de moradores que dependem do abastecimento regular de água. Os desvios clandestinos desestabilizam o sistema de distribuição e afetam negativamente áreas legalmente conectadas, que enfrentam escassez ou baixa pressão nas torneiras.

A estatal também destaca que os furtos foram descobertos após monitoramento técnico do sistema, aumento no número de reclamações e denúncias anônimas realizadas por meio dos canais de atendimento da empresa.

A operação envolveu a inspeção de mais de 1.260 metros de tubulações, onde foram identificadas adaptações ilegais, perfurações e ramais instalados sem qualquer tipo de autorização técnica.

Alerta para condomínios e gestores prediais

A Compesa reforça a importância da conformidade legal na utilização de serviços públicos essenciais, especialmente em condomínios verticais e horizontais, que devem manter projetos hidráulicos regularizados, hidrômetros individualizados e licenciamento junto às concessionárias. A omissão ou conivência com práticas ilegais expõe moradores e administradores a sanções civis, penais e financeiras.

Além disso, a companhia alerta que ligação clandestina de água configura crime e compromete diretamente a sustentabilidade do sistema público de abastecimento, podendo colocar em risco tanto a integridade das instalações quanto a saúde da população.

Denúncias de irregularidades podem ser feitas de forma anônima pelos seguintes canais:

Se desejar, posso converter esse texto em versões específicas, como:

  • Release para imprensa;
  • Postagem carrossel para Instagram;
  • E-mail informativo para síndicos;
  • Roteiro de vídeo ou podcast.

Fonte: Folha de Pernambuco