Médico é suspeito de agredir criança após discussão no parquinho de condomínio em Taubaté (SP)
Discussão entre crianças no parquinho de um condomínio terminou em agressão. Médico de 43 anos teria desferido um tapa em um menino de 10 anos. Caso é investigado pela Polícia Civil, que requisitou exame de corpo de delito.

Médico é investigado por agredir criança de 10 anos em condomínio de Taubaté (SP) após briga no parquinho
Polícia Civil apura o caso; câmeras de segurança registraram o momento da agressão. Criança sofreu lesões e foi encaminhada para exame no Instituto Médico Legal (IML).
Um episódio de violência registrado dentro de um condomínio residencial no bairro Bonfim, em Taubaté (SP), na noite da última quinta-feira (22), mobilizou equipes da Polícia Civil e gerou ampla repercussão entre os moradores.
De acordo com o boletim de ocorrência, um médico de 43 anos é investigado por lesão corporal contra uma criança de 10 anos, após uma discussão entre crianças no parquinho do condomínio.
Como ocorreu o fato
As informações apontam que a confusão teve início durante uma brincadeira, quando as crianças começaram a discutir e trocar xingamentos. Irritado com a situação, o médico — que é vizinho da vítima — se aproximou e, de forma abrupta, desferiu um tapa na região da orelha e do pescoço do menino.
A ação foi flagrada por câmeras de segurança do condomínio. Nas imagens, é possível observar que a esposa do agressor tenta conter o marido, demonstrando preocupação com a atitude dele, mas não consegue evitar que ele agrida a criança.
O menino, que estava acompanhado de outros colegas, ficou visivelmente abalado, apresentando marcas no pescoço, dores no ouvido e sinais claros da agressão, segundo consta no registro policial.
Procedimentos e investigação
A mãe da vítima, ao tomar conhecimento do ocorrido, imediatamente procurou a administração do condomínio, reuniu as imagens das câmeras e, em seguida, registrou o boletim de ocorrência na Delegacia Seccional de Taubaté.
Ela também apresentou à Polícia fotos das lesões que o filho sofreu, que foram devidamente anexadas aos autos. A autoridade policial responsável pelo caso solicitou a realização de exame de corpo de delito no Instituto Médico Legal (IML), que deverá confirmar tecnicamente a extensão das lesões sofridas pela criança.
O médico se apresentou à delegacia acompanhado de sua advogada. Em declaração preliminar, informou que compareceu para se inteirar dos fatos e que prestará esclarecimentos formais posteriormente, seguindo orientação jurídica.
Desdobramentos legais
O caso segue em investigação e, caso seja comprovada a agressão, o investigado poderá responder por lesão corporal contra criança, com agravantes previstos no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), além das sanções civis e penais cabíveis.
A depender da conclusão do inquérito, o médico também poderá ser alvo de medidas administrativas por parte do próprio condomínio, que poderá aplicar penalidades previstas na convenção condominial e no regimento interno, além de possíveis sanções éticas junto ao Conselho Regional de Medicina (CRM), caso haja denúncia formal.
Alerta para o ambiente condominial
Este episódio reacende o debate sobre convivência, controle emocional e mediação de conflitos em espaços compartilhados, como é o caso de áreas comuns em condomínios. Especialistas em direito condominial reforçam que qualquer forma de agressão física, verbal ou psicológica dentro dos condomínios, especialmente envolvendo menores, deve ser imediatamente denunciada às autoridades competentes.
Canais para denúncia:
- Polícia Militar: 190
- Disque 100: Violação dos direitos de crianças e adolescentes
- Conselho Tutelar local
- Delegacia de Polícia Civil de Taubaté
O portal Condomínio Interativo segue acompanhando o caso e trará atualizações à medida que novos fatos forem confirmados pela polícia e pelos órgãos responsáveis.
Fonte: 012 News