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Grandes marcas impulsionam o real estate

Itaú, Nubank, Claro, Brahma e Vivo lideram ranking da Kantar BrandZ e ocupam centenas de milhares de metros quadrados no país

Marcas mais valiosas do Brasil movimentam escritórios e galpões no mercado imobiliário
Foto: Reprodução

As marcas mais valiosas do Brasil também possuem forte presença física no mercado imobiliário corporativo. Levantamento da Kantar BrandZ, referente a agosto de 2026, aponta Itaú, Nubank, Claro, Brahma e Vivo como as cinco marcas brasileiras de maior valor, enquanto dados do Market Analytics, da SiiLA, mostram a dimensão dos espaços ocupados por essas companhias em escritórios e condomínios logísticos.

Juntas, essas empresas representam uma parcela relevante da demanda por imóveis corporativos e logísticos, influenciando decisões de locação, aquisição, expansão e ocupação de empreendimentos em diferentes regiões do país.

Itaú lidera ranking e ocupa mais de 259 mil m²

Avaliado em US$ 13 bilhões, o Itaú aparece na primeira posição do ranking da Kantar BrandZ. Em São Paulo, o banco ocupa aproximadamente 259.881 m² em ativos imobiliários.

A instituição também se destaca na região da Faria Lima, onde é apontada como a segunda maior ocupante. Em 2024, realizou uma das principais aquisições recentes da região ao comprar o edifício Faria Lima 3500 por quase R$ 1,5 bilhão. O ativo possui 22.786 m² e é classificado como empreendimento de alto padrão.

Antes da aquisição, o banco utilizava o imóvel como sede em um contrato built-to-suit. Segundo os dados apresentados pela SiiLA, a estimativa é de que, ao longo de dez anos, tenham sido destinados cerca de R$ 1 bilhão apenas ao pagamento de aluguéis.

Nubank amplia presença em áreas valorizadas

O Nubank aparece na segunda colocação, com valor de marca estimado em US$ 12 bilhões. A empresa ocupa mais de 37 mil m² distribuídos por quatro edifícios e mantém contratos considerados de longo prazo em importantes polos corporativos de São Paulo.

Entre as regiões de interesse estão Pinheiros e a Avenida Rebouças, áreas que vêm concentrando atividades empresariais e novos projetos imobiliários.

No fim de 2025, o banco alugou o Edifício Capote, com 14.957 m². Outro empreendimento de destaque é o Módulo Rebouças, de 7.483,95 m², cuja fachada foi reestruturada para incorporar elementos associados à identidade visual da marca.

Também está prevista a inauguração do Edifício Cyrela Oscar Freire, com 45.508 m², dos quais aproximadamente 33 mil m² serão destinados ao Nubank.

Claro combina escritórios e logística

Com valor de marca estimado em US$ 7 bilhões, a Claro também apresenta presença expressiva no real estate. A companhia mantém operações em São Paulo, Rio de Janeiro, Pernambuco, Paraná, Minas Gerais e no Distrito Federal.

De acordo com os dados apresentados, sua ocupação soma 4.774 m² em um condomínio logístico e outros 72.038 m² em escritórios classificados nas categorias A, A+ e B.

A empresa registrou crescimento de 30% no valor da marca desde 2024, movimento associado a um processo de reposicionamento iniciado no período pós-pandemia.

Brahma mantém forte presença logística

A Brahma, marca controlada pela Ambev, aparece com valor de aproximadamente US$ 6,6 bilhões. Embora tenha perdido duas posições no ranking e não tenha registrado crescimento no período analisado, sua presença física permanece relevante por meio das operações da controladora.

Os dados da SiiLA indicam que a Ambev possui cerca de 169 mil m² em condomínios logísticos distribuídos pelo país. A companhia também ocupa aproximadamente 19 mil m² em escritórios localizados em São Paulo, Campinas, Rio de Janeiro e Brasília.

O volume reforça a importância do setor logístico para empresas que dependem de uma ampla estrutura de distribuição e abastecimento.

Vivo amplia valor da marca, mas reduz ocupação

A Vivo completa o grupo das cinco marcas mais valiosas, com avaliação de aproximadamente US$ 5,7 bilhões. A empresa avançou duas posições em relação ao levantamento realizado em 2024.

Sua presença em escritórios corporativos chega a 105 mil m². Apesar da dimensão da ocupação, a companhia apresenta absorção líquida negativa de 11,7 mil m² desde 2023 e não registrou novas absorções no período analisado.

O movimento demonstra que crescimento do valor de uma marca não necessariamente significa expansão imediata de sua área física. Estratégias de eficiência, reorganização de espaços e mudanças no modelo de trabalho também podem influenciar a demanda corporativa.

Outras empresas também movimentam o mercado

O levantamento destaca ainda empresas que não aparecem entre as cinco primeiras posições. O iFood, por exemplo, estreou no ranking da Kantar BrandZ em 11º lugar, com valor de marca de US$ 2,2 bilhões, e mantém presença em um escritório de classe C em Osasco.

Outro destaque é o Banco Inter, que ocupa aproximadamente 24 mil m² e também possui participação direta no mercado imobiliário. A instituição é proprietária de condomínios logísticos e fundos de investimento imobiliário e integra o grupo da família Menin, que também possui empresas como Log e MRV.

Marcas influenciam decisões imobiliárias

A relação entre grandes empresas e mercado imobiliário vai além da simples ocupação de escritórios. A escolha de localização, o tamanho das áreas, o padrão construtivo e a necessidade de infraestrutura específica podem influenciar diretamente novos projetos e estratégias de proprietários e investidores.

Empresas com operações nacionais também demandam estruturas logísticas capazes de acompanhar cadeias de distribuição cada vez mais complexas. Com isso, condomínios logísticos, centros de distribuição e imóveis corporativos tornam-se ativos estratégicos para a expansão dos negócios.

No segmento de escritórios, a presença de grandes empresas pode contribuir para a valorização de determinadas regiões, especialmente quando envolve contratos de longo prazo ou empreendimentos desenvolvidos sob medida.

Reflexos chegam à gestão dos empreendimentos

A movimentação de grandes marcas também impacta a administração dos imóveis corporativos e dos condomínios empresariais. Empreendimentos ocupados por companhias de grande porte podem exigir padrões elevados de segurança, manutenção, infraestrutura tecnológica, controle de acesso e gestão de áreas comuns.

Para proprietários, administradoras e investidores, acompanhar o comportamento dos grandes ocupantes ajuda a identificar tendências de demanda e possíveis mudanças na dinâmica de determinadas regiões.

O levantamento da Kantar BrandZ, combinado aos dados da SiiLA, evidencia que a força de uma marca também pode ser observada no espaço físico que ela ocupa. Escritórios, galpões e empreendimentos corporativos fazem parte da estratégia de crescimento dessas empresas e, ao mesmo tempo, movimentam diferentes segmentos do mercado imobiliário brasileiro.

Fonte: CLUBEfiinews