Conheça a casa onde Pelé viveu seus últimos anos no litoral paulista
Residência de quatro pavimentos foi adaptada às limitações de mobilidade do ex-jogador; imóvel permanece ligado ao processo de inventário da família

Mansão de Pelé em condomínio de Guarujá reúne acessibilidade, elevador e memórias do Rei do Futebol
A residência onde Pelé passou os últimos anos de vida chama atenção não apenas pela localização em um dos condomínios fechados de alto padrão de Guarujá, no litoral paulista, mas também pelas soluções arquitetônicas adotadas para oferecer conforto e facilitar a rotina do ex-jogador. Situada no Jardim Acapulco, a propriedade tem quatro pavimentos, elevador privativo e ambientes adaptados às limitações de mobilidade enfrentadas pelo Rei do Futebol.
De acordo com reportagem publicada por A Tribuna nesta quarta-feira (4), a estrutura vertical da mansão foi planejada para integrar os espaços de convivência e atender às necessidades de Pelé nos últimos anos. O imóvel reúne salas amplas para receber familiares e amigos, suítes privativas, área de lazer com piscina, deck, jardim e espaço gourmet. A residência também contava com um ambiente destinado à convivência e à gravação de vídeos e transmissões para as redes sociais.
Um dos principais recursos da casa é o elevador que conecta os quatro andares. A solução facilitava a circulação do ex-atleta, que enfrentou dificuldades de locomoção após cirurgias no quadril e durante o período de tratamento de saúde. A propriedade também dispunha de espaço destinado a sessões de fisioterapia e cuidados médicos.
A decoração preservava referências à trajetória esportiva de Pelé. O acervo reunia troféus, medalhas, camisas históricas, fotografias, quadros, presentes de admiradores e uma estátua de bronze do ex-jogador. Os objetos transformavam parte dos ambientes em uma espécie de memória particular da carreira do atleta.
A mansão do Jardim Acapulco também se diferencia de outra residência conhecida de Pelé em Guarujá. A antiga propriedade, localizada na região da Praia de Pernambuco, tinha dimensões maiores, ocupava um terreno de aproximadamente 3.849 metros quadrados e contava com estruturas de lazer como campo de futebol e quadra de tênis. Já a casa utilizada nos últimos anos foi descrita como uma alternativa mais funcional para a rotina do casal.
Após a morte de Pelé, em 29 de dezembro de 2022, aos 82 anos, a residência passou a integrar os desdobramentos do inventário. Conforme informações divulgadas anteriormente por A Tribuna, o imóvel foi destinado à viúva, Márcia Aoki, no testamento do ex-jogador, como parte da parcela de patrimônio reservada a ela.
Em agosto de 2024, Márcia deixou a mansão e se mudou para um apartamento. Entre os motivos apontados estavam o alto custo de manutenção de uma propriedade com quatro pavimentos e o sentimento de solidão ao permanecer sozinha em uma residência tão ampla. A mudança, entretanto, não significou a perda dos direitos sobre o imóvel, que continuou vinculado ao processo de inventário.
A história da residência também evidencia como projetos arquitetônicos podem incorporar soluções de acessibilidade para atender às necessidades dos moradores ao longo da vida. Elevadores residenciais, ambientes adaptados e espaços destinados a cuidados de saúde mostram que o planejamento de uma casa pode considerar não apenas estética e conforto, mas também mobilidade, autonomia e qualidade de vida.
Em condomínios de alto padrão, imóveis com estruturas complexas ainda exigem atenção à manutenção de equipamentos, sistemas de circulação vertical e áreas de lazer. A conservação desses espaços depende de planejamento adequado e da atuação de profissionais especializados, respeitando a divisão de responsabilidades entre a propriedade particular e as estruturas coletivas do empreendimento.