Pesquisa aponta que maioria dos brasileiros prefere casas
Levantamento da Brain Inteligência Estratégica indica preferência por casas e terrenos, enquanto construtoras de Santa Catarina ampliam apostas em condomínios horizontais e bairros planejados.

Mais da metade dos brasileiros prefere casas, aponta pesquisa imobiliária
Levantamento indica preferência por casas e terrenos, enquanto construtoras de Santa Catarina ampliam apostas em condomínios horizontais e bairros planejados
A preferência por casas e terrenos supera a procura por apartamentos entre os consumidores brasileiros, segundo levantamento da Brain Inteligência Estratégica. Os dados indicam uma oportunidade para o mercado imobiliário ampliar a oferta de empreendimentos horizontais, incluindo condomínios fechados, loteamentos e bairros planejados.
De acordo com a pesquisa, casas e terrenos concentraram 52% da preferência dos consumidores no quarto trimestre de 2025, enquanto os apartamentos representaram 48%. Os números foram destacados em reportagem do NSC Total e repercutidos pelo portal Portas em outubro de 2026.
O resultado não significa que os brasileiros estejam abandonando os apartamentos, mas aponta espaço para diferentes modelos de moradia, especialmente aqueles que oferecem mais área privativa, autonomia e contato com áreas verdes.
Geração Z demonstra maior preferência por casas
O levantamento também identificou uma preferência ainda maior por casas e terrenos entre os consumidores mais jovens. Na faixa etária de 21 a 28 anos, correspondente à Geração Z considerada pela pesquisa, 60% dos entrevistados declararam preferência por esse tipo de imóvel.
Outro dado apresentado pelo levantamento é que 35% dos participantes pretendiam concretizar a compra de um imóvel em até 12 meses. A intenção de compra, contudo, não significa necessariamente que a aquisição tenha sido realizada.
A escolha por uma residência envolve fatores como preço, acesso ao crédito, localização, deslocamento diário e infraestrutura disponível. Por isso, a preferência declarada deve ser analisada em conjunto com as condições financeiras e as necessidades de cada comprador.
Santa Catarina amplia a aposta em condomínios horizontais
Em Santa Catarina, incorporadoras e urbanizadoras têm investido em condomínios horizontais, loteamentos e bairros planejados para atender consumidores que buscam alternativas aos edifícios residenciais de grande altura.
Esses empreendimentos podem oferecer casas com áreas privativas maiores, espaços abertos e áreas verdes, além de estruturas compartilhadas de lazer e segurança. O modelo também pode atrair pessoas interessadas em morar ou investir em regiões próximas a centros urbanos e destinos turísticos.
A tendência amplia as possibilidades de atuação do mercado imobiliário, que passa a atender diferentes perfis de consumidores e estilos de vida. A escolha entre um apartamento e uma casa, porém, continua dependendo de fatores como orçamento, localização, manutenção e acesso aos serviços urbanos.
Condomínios horizontais também exigem planejamento
Embora a procura por casas e terrenos represente uma oportunidade para o setor, a expansão de empreendimentos horizontais traz desafios relacionados ao uso do solo e à infraestrutura urbana.
Em comparação com edifícios verticais, projetos horizontais podem ocupar áreas maiores para acomodar as unidades residenciais. Por isso, precisam considerar o acesso às vias públicas, o abastecimento de água, o saneamento, a mobilidade e a proximidade de serviços essenciais.
A implantação de novos loteamentos e bairros planejados também exige atenção à oferta de transporte, comércio, escolas e equipamentos públicos. Sem planejamento adequado, a expansão urbana pode aumentar os deslocamentos cotidianos e pressionar a infraestrutura dos municípios.
O que a tendência representa para o mercado condominial?
O avanço dos empreendimentos horizontais abre espaço para diferentes modelos de gestão condominial. Assim como nos edifícios verticais, esses residenciais precisam organizar despesas comuns, manutenção, segurança, regras de convivência e administração das áreas compartilhadas.
As características de cada empreendimento influenciam as necessidades de gestão. Condomínios com áreas verdes extensas, vias internas, equipamentos de lazer e estruturas de acesso podem demandar planejamento específico para conservação, contratação de serviços e controle de despesas.
Para incorporadoras e administradoras, acompanhar as preferências dos compradores ajuda a compreender oportunidades de mercado. Já para os consumidores, avaliar o custo total de moradia, a localização e os serviços disponíveis é essencial para comparar diferentes opções.
Os dados da Brain Inteligência Estratégica mostram que casas e terrenos ocupam uma parcela expressiva das preferências declaradas pelos brasileiros. A tendência reforça a importância de o mercado imobiliário considerar diferentes formatos de moradia, sem perder de vista a viabilidade financeira dos projetos e o planejamento das cidades.