Crianças são deixadas sozinhas em condomínio
Polícia encontrou crianças de 11 e 5 anos sem supervisão e em imóvel insalubre; bebê teria sido levado por uma vizinha e ainda não havia sido localizado

Uma ocorrência registrada em um condomínio no Jardim Yeda, em Campinas (SP), chamou a atenção das autoridades após três crianças serem encontradas sem supervisão em um apartamento. Entre elas estava um bebê de apenas 1 ano, que não foi localizado no imóvel e, segundo informações apresentadas aos policiais, teria sido levado por uma vizinha.
De acordo com a reportagem do THMais, a avó paterna das crianças recebeu a informação de que a mãe teria viajado e deixado os filhos sozinhos. As crianças tinham 11 e 5 anos, além do bebê de 1 ano.
A Polícia Militar foi acionada para verificar a denúncia e esteve no apartamento. No local, os agentes encontraram a criança mais velha e foram informados de que a irmã de 5 anos estaria circulando pelo condomínio. O bebê, porém, não estava na residência.
Apartamento estava em condições insalubres
Durante a ocorrência, os policiais também constataram as condições do apartamento. Segundo a reportagem, o imóvel apresentava sujeira, presença de insetos e ausência de alimentos para as crianças.
A situação levou os agentes a buscar informações sobre o paradeiro dos menores e a verificar as circunstâncias em que eles estavam sendo mantidos sem a presença de um responsável.
O caso demonstra como condições inadequadas dentro de uma residência podem representar um risco adicional quando envolvem crianças pequenas sem supervisão.
Bebê teria sido levado por uma vizinha
Segundo o relato obtido pelos policiais, a criança de 1 ano teria sido levada por uma vizinha. Até o momento da publicação da reportagem, o bebê ainda não havia sido localizado.
A informação fez com que a ocorrência passasse a envolver também a busca pela criança. A Polícia informou que iniciaria as diligências para tentar encontrar o bebê e esclarecer o que aconteceu.
Como a situação ainda estava sendo investigada, as circunstâncias relacionadas ao desaparecimento não estavam esclarecidas no momento da publicação.
Mãe retornou de viagem e foi localizada
A mãe das crianças teria retornado a Campinas na noite de 7 de setembro, depois de viajar para Minas Gerais. Segundo a versão apresentada aos policiais, ela afirmou que havia deixado os filhos no apartamento enquanto permanecia na casa de uma amiga.
Após ser localizada, a mulher foi encaminhada à delegacia e permaneceu à disposição da Justiça. A reportagem também informa que ela relatou aos agentes não ter uma boa relação com o pai das crianças.
A investigação deverá esclarecer as circunstâncias da ausência de supervisão e a responsabilidade de cada pessoa envolvida na situação.
Conselho Tutelar foi acionado
O Conselho Tutelar foi chamado para acompanhar o caso. De acordo com a reportagem, o órgão deverá acompanhar a família em questões relacionadas à saúde e à educação das crianças.
A atuação da rede de proteção é fundamental em situações nas quais menores possam estar expostos a negligência, abandono ou outras condições capazes de comprometer sua segurança.
O acompanhamento também permite avaliar as necessidades das crianças e estabelecer as medidas de proteção consideradas adequadas pelas autoridades.
Condomínio pode ser ponto de identificação de situações de risco
O episódio também chama atenção para o papel que condomínios podem desempenhar na identificação de situações que envolvam a segurança de crianças.
Funcionários, porteiros, síndicos e moradores convivem diariamente com diferentes rotinas familiares e podem perceber mudanças ou situações fora do padrão. Isso não significa assumir funções de investigação ou julgamento sobre a vida privada dos moradores, mas estar atento a situações que indiquem risco imediato.
Quando houver sinais concretos de perigo, a orientação é acionar os órgãos responsáveis, como Polícia Militar, Conselho Tutelar ou outros serviços da rede de proteção.
Segurança condominial exige protocolos claros
O caso reforça a importância de os condomínios manterem procedimentos definidos para situações de emergência envolvendo crianças.
A equipe de portaria deve saber como agir diante de pedidos de socorro, desaparecimento de menores ou situações em que uma criança esteja desacompanhada em circunstâncias que indiquem risco.
Também é importante que funcionários saibam preservar informações relevantes, como horários, registros de acesso e imagens de câmeras, quando esses elementos puderem auxiliar as autoridades.
A administração, entretanto, deve evitar abordagens que possam colocar funcionários ou moradores em risco e encaminhar situações graves aos órgãos competentes.
Bebê seguia desaparecido no momento da publicação
Até a publicação da reportagem do THMais, o bebê de 1 ano ainda não havia sido localizado. A Polícia informou que deveria iniciar as buscas nas horas seguintes, enquanto o Conselho Tutelar acompanharia a situação familiar.
O caso evidencia a importância de uma resposta rápida diante do desaparecimento de uma criança e da integração entre forças de segurança, Conselho Tutelar, familiares e comunidade.
Para os condomínios, a ocorrência reforça que a segurança não se limita ao controle de entrada e saída. A atenção a situações de risco, a existência de protocolos e o acionamento correto das autoridades também fazem parte de uma gestão responsável.
Fonte: TH+ RECORD