Macaco que invadiu condomínio em Salvador morre
Animal foi capturado pela Polícia Militar após ferir moradores e entrar em residências; ex-deputado suspeita de envenenamento, mas causa da morte ainda não foi confirmada

O macaco-prego Alcebíades, que invadiu casas de um condomínio de alto padrão na região da Avenida Paralela, em Salvador, morreu após ser capturado pela Polícia Militar e encaminhado ao Centro de Triagem de Animais Silvestres (CETAS). A morte foi anunciada nesta quinta-feira (8) pelo ex-deputado estadual Marcell Moraes, apontado como responsável pelo animal.
O caso ganhou repercussão na segunda-feira (5), quando o macaco escapou e passou a circular por diferentes residências do condomínio Alphaville 2. Durante a ocorrência, o animal entrou em imóveis, pulou muros e apresentou comportamento considerado agressivo, dificultando a atuação das equipes de segurança e dos policiais.
A operação de captura foi realizada pela Companhia de Policiamento e Proteção Ambiental (COPPA), da Polícia Militar da Bahia, e durou aproximadamente três horas e meia. Após ser contido, o animal foi levado ao CETAS para avaliação e atendimento especializado. Segundo as informações divulgadas na ocasião, ele chegou à unidade debilitado.
Animal entrou em diferentes residências
Durante a fuga, o macaco-prego chegou a quebrar um box de vidro e entrou em um quarto onde estava um bebê de apenas cinco dias. Também houve relatos de ferimentos envolvendo moradores, um funcionário de segurança e um policial militar.
Ao todo, cinco pessoas ficaram feridas durante a ocorrência. O policial que participava da operação foi mordido e precisou receber atendimento médico.
Moradores também relataram que o animal teria ingerido bebida alcoólica, álcool 70% e uma cartela de medicamentos encontrados em uma das casas invadidas. A possibilidade de que essas substâncias tenham contribuído para a alteração do comportamento foi levantada durante a ocorrência, mas não representa, por si só, uma conclusão veterinária sobre o quadro do animal.
Ex-deputado suspeita de envenenamento
Após a morte de Alcebíades, Marcell Moraes publicou um relato nas redes sociais afirmando suspeitar que o animal tenha sido envenenado. Ele pediu uma perícia independente para esclarecer as circunstâncias da morte e afirmou que pretende acompanhar a investigação.
Segundo o ex-deputado, o animal teria saído de sua residência em boas condições antes de ser capturado e encaminhado pelas autoridades ao CETAS. Moraes também afirmou que pretende buscar a responsabilização de eventuais envolvidos caso as investigações apontem que terceiros contribuíram para a morte.
Até o momento, não há confirmação oficial de que o macaco tenha sido envenenado. A suspeita foi apresentada pelo ex-deputado e ainda depende de apuração e eventual perícia para ser confirmada ou descartada.
Ocorrência chamou atenção para segurança condominial
O episódio havia exigido uma operação especial dentro do condomínio devido à circulação do animal entre diferentes residências e ao risco de novos ferimentos. A atuação da COPPA ocorreu justamente diante da necessidade de conter o macaco com equipamentos adequados, preservando a segurança dos moradores, funcionários e das próprias equipes envolvidas.
O caso também evidencia a importância de protocolos para situações atípicas em condomínios, especialmente quando envolvem animais silvestres ou potencialmente agressivos. Nessas circunstâncias, moradores e funcionários devem evitar tentativas de captura por conta própria e acionar os órgãos especializados.
A morte de Alcebíades acrescenta um novo capítulo ao episódio que mobilizou o condomínio em Salvador. Enquanto o ex-deputado cobra esclarecimentos sobre o período em que o animal permaneceu sob os cuidados das autoridades ambientais, a causa exata da morte deverá ser determinada pelos procedimentos de investigação e perícia competentes.