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Lutador preso por agredir vizinhas no RJ usava anabolizantes

Lucas Portela Fontana Gomes, de 32 anos, publicava registros de treinos de jiu-jítsu nas redes sociais e afirmou à polícia que não se lembrava das agressões; investigação apura possível consumo de outras substâncias.

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Lucas Portela Fontana Gomes responde por tentativa de feminicídio após atacar duas moradoras do condomínio. · Foto: Reprodução

Lutador preso por agredir vizinhas no RJ já tinha anotação criminal e relatou uso de anabolizantes

Novas informações sobre Lucas Portela Fontana Gomes, de 32 anos, preso após agredir vizinhas em um condomínio na Zona Norte do Rio de Janeiro, revelam detalhes sobre seu histórico, rotina de treinamentos e declarações prestadas à Polícia Civil. O investigado costumava compartilhar nas redes sociais registros de atividades relacionadas ao jiu-jítsu e já possuía uma anotação criminal anterior por deixar o local de um acidente de trânsito.

As informações foram divulgadas pelo portal G1 neste sábado (7). Segundo a reportagem, Lucas também afirmou às autoridades que faz uso de anabolizantes e declarou não se lembrar dos acontecimentos que resultaram nas agressões contra moradoras do edifício.

O caso segue sob investigação da Polícia Civil, que apura as circunstâncias dos ataques e a possibilidade de consumo de outras substâncias antes dos episódios de violência.

Investigação apura possível consumo de substâncias

Durante o depoimento, o lutador afirmou não ter lembrança das agressões. Ao ser questionado sobre possíveis explicações para seu comportamento naquela madrugada, mencionou o uso de anabolizantes.

Segundo o delegado Álvaro Gomes, da 18ª Delegacia de Polícia (Tijuca), a informação foi apresentada pelo próprio investigado durante os questionamentos realizados pela equipe policial.

A Polícia Civil também apura se Lucas havia consumido outras drogas antes dos ataques. Os relatos reunidos durante a investigação apontam um comportamento considerado incomum pelas testemunhas, mas ainda não há confirmação de que alguma substância tenha provocado ou contribuído diretamente para as agressões.

A eventual relação entre o consumo de substâncias e os acontecimentos depende de esclarecimentos periciais e do avanço das investigações.

Lutador compartilhava rotina de artes marciais nas redes sociais

Antes de ser preso, Lucas costumava publicar em seus perfis nas redes sociais imagens e vídeos relacionados à prática de jiu-jítsu e aos treinamentos de artes marciais.

O detalhe ganhou repercussão diante da violência atribuída ao investigado, que teria utilizado técnicas de combate durante as agressões contra as vizinhas.

As imagens do sistema de monitoramento do condomínio registraram parte dos ataques, especialmente a violência contra uma moradora dentro do elevador. Segundo a investigação, a mulher foi atingida por dezenas de golpes, incluindo socos, cotoveladas e um golpe de estrangulamento.

Investigado já possuía anotação criminal anterior

Outro elemento divulgado pela reportagem diz respeito ao histórico policial de Lucas. O homem já possuía uma anotação criminal por deixar o local de um acidente de trânsito.

Esse registro anterior passou a integrar o conjunto de informações sobre o investigado, mas não deve ser confundido com uma condenação criminal pelo episódio.

A Polícia Civil continua reunindo elementos para esclarecer a conduta do lutador e as circunstâncias que antecederam as agressões no condomínio.

Como está o andamento do caso?

Lucas foi preso após os episódios de violência registrados na madrugada de quinta-feira (5). Durante a abordagem policial, segundo as autoridades, ele teria resistido à ação dos agentes e tentado tomar a arma de um policial, sendo atingido por disparos nas pernas e posteriormente imobilizado.

A Justiça converteu a prisão em flagrante em preventiva. O investigado responde por tentativa de feminicídio, ameaça, invasão de domicílio, lesão corporal e resistência.

As vítimas receberam atendimento médico. Uma delas, de 81 anos, sofreu traumatismo craniano e precisou permanecer internada, enquanto outras moradoras também foram atendidas em decorrência das agressões.

A investigação permanece sob responsabilidade da 18ª Delegacia de Polícia, que analisa depoimentos, imagens de segurança e documentos médicos para esclarecer a dinâmica dos acontecimentos e a responsabilidade criminal do investigado.

O caso também reacende a discussão sobre segurança nos condomínios residenciais e os desafios enfrentados por síndicos e administradores diante de situações de violência que ameaçam a integridade física dos moradores.