Pular para o conteúdo
Noticias

Justiça valida leilão do Edifício Holiday; novo proprietário poderá cercar o prédio e reforçar segurança

Decisão judicial reconhece a legalidade do leilão do tradicional edifício em Boa Viagem, no Recife, e autoriza medidas como cercamento do imóvel e contratação de segurança para preservar o patrimônio.

Justiça valida leilão do Edifício Holiday; novo proprietário poderá cercar o prédio e reforçar segurança
Foto: Foto: Reprodução

O Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE) validou o leilão do Edifício Holiday, um dos prédios mais icônicos do bairro de Boa Viagem, na Zona Sul do Recife. A decisão judicial reforça a legalidade do processo de alienação e autoriza o novo proprietário a adotar medidas de segurança, como o cercamento do perímetro e a contratação de vigilância privada para preservação do imóvel.

O edifício, que contava com 476 apartamentos e 22 lojas, está desocupado desde março de 2023, após uma interdição determinada pela Defesa Civil do Recife por risco à estrutura. Desde então, o local vinha sendo alvo de constantes invasões, vandalismo e furtos, gerando preocupação entre autoridades e ex-moradores.

Com a validação do leilão, o novo dono poderá agir para evitar novas ocupações irregulares e garantir a integridade física da construção, considerada símbolo da verticalização urbana recifense na década de 1950.

O processo judicial enfrentava contestação de antigos proprietários e moradores, que alegavam irregularidades no leilão. No entanto, a Justiça entendeu que todas as etapas foram cumpridas conforme a legislação vigente, destacando a necessidade de preservação da ordem e da segurança na região.

A expectativa agora é que o novo responsável pelo imóvel apresente, nos próximos meses, um plano de revitalização ou destinação futura para o edifício. Enquanto isso, a autorização para medidas de contenção visa proteger o patrimônio de danos maiores e evitar o agravamento da situação de abandono.

O Edifício Holiday, com sua arquitetura modernista e localização privilegiada, tornou-se um marco da história urbana de Recife. Sua possível requalificação reacende o debate sobre a revitalização de prédios antigos e a função social da propriedade em grandes centros urbanos.

Fonte: JC PE